segunda-feira, março 19, 2007

Biblioteca Municipal de Constância oferece poemas

"A Biblioteca Municipal Alexandre O ´Neil, em Constância, vai oferecer, no próximo dia 21 de Março, um pequeno poema a todos os clientes que passarem por qualquer café ou restaurante do concelho.No âmbito do Dia Mundial da Poesia, serão distribuídas bases para copos por todos os estabelecimentos de restauração ou similares, dando continuidade à estratégia assumida pelo município de promoção do património bibliográfico português.No dia 31 de Março, decorerrá uma amostra bio-bibliográfica sobre a poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, a escritora do mês na Biblioteca Municipal Alexandre O´Neil, evidenciando-se alguns dos aspectos mais relevantes da vida de uma referência da cultura portuguesa no mundo."

Coimbra perde para Lisboa arquivo com mais de setenta anos

"Em breve os investigadores que recorrem habitualmente aos serviços e ao arquivo da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), junto ao Jardim da Manga, terão de se deslocar a Lisboa para consultarem os documentos que estavam à guarda daquele organismo.
Com representação em Coimbra desde 1929 e prestes a completar 78 anos, o “Campeão” Online apurou que a extinção da DGEMN é facto consumado, no âmbito do Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE) e, por isso parte do arquivo regional já seguiu para o Forte de Sacavém, estando o restante a aguardar igual destino.
A extinção da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), por resolução do Conselho de Ministros, no âmbito PRACE, estabelece ainda a dissolvência das suas competências e atribuições por dois ministérios diferentes, respectivamente, o da Cultura e o do Ambiente e do Ordenamento do Território. Neste momento, ainda não há respostas concretas sobre qual o serviço que, no futuro, irá assegurar a prossecução dos estudos, planos, apoio financeiro, elaboração e acompanhamento de projectos que estão a ser levados a cabo na região Centro pela DGEMN.
Em declarações ao “Campeão” Online, Afonso Mina, director regional da DGEMN, reconhece as dificuldades que a mudança dos arquivos para Lisboa coloca à comunidade de investigadores que, frequentemente, a eles recorre, mas sublinha que esta medida foi tomada com a intenção de “salvaguardar que a documentação não se perca”, dada a indefinição quanto ao futuro da utilização que será dada aos edifício e dos serviços que serão mantidos em Coimbra, após a extinção.
O “Campeão” Online apurou ainda que o processo de transferência para Lisboa do acervo respeitante aos edifícios foi iniciado no início deste ano e o restante, referente quer aos edifícios quer ao monumentos, deve seguir o mesmo destino a qualquer momento uma vez que já foram feitos preparativos nesse sentido."
[...]
Fonte e notícia completa: Campeão das Provincias

Biblioteca Independente é lançada em Maio

"Numa colaboração inédita entre editoras portuguesas, a Assírio & Alvim, a Relógio D’Água e a Cotovia vão lançar uma colecção de livros de bolso reunindo alguns dos principais autores clássicos e contemporâneos.A Biblioteca Independente (BI) será lançada a 4 de Maio próximo. E no decorrer do ano serão publicados vinte e um títulos prosseguindo a colecção com três títulos mensais, repartidos pela ficção narrativa, poesia e ensaio. Coloca-se assim ao alcance dos leitores portugueses obras a partir de 4 euros e com a qualidade de tradução, o rigor na fixação do texto e o grafismo que têm caracterizado as editoras participantes no projecto.Pretende-se deste modo alargar o espaço da edição cultural, fornecendo uma alternativa à monótona avalanche de romances de enredo esotérico e aos ensaios que se dissolvem na espuma dos dias. A distribuição é assegurada em conjunto pelas três editoras [Assírio & Alvim, a Relógio D’Água e a Cotovia] e vai ser referenciada através de expositores colocados nos principais postos de venda, com natural destaque para as melhores livrarias em cada localidade.A Biblioteca Independente vai também integrar obras que não fazem parte do catálogo das três editoras fundadoras.Dos títulos já previstos destaca-se a «Ilíada», de Homero, «D. Quixote», de Cervantes, «Contos de S. Petersburgo», de Gogol e obras de autores contemporâneos e clássicos como Ruben A., José Eduardo Agualusa, Machado de Assis, Balzac, Baudelaire, Beckett, Paul Bowles, Camilo Castelo Branco, Emily Brontë, Luís de Camões, Miguel Esteves Cardoso, Bernardo Carvalho, Ruy Duarte de Carvalho, Lewis Carroll, Blaise Cendrars, Pietro Citati, Joseph Conrad, Hélia Correia, Dante, Defoe, Dostoiévski, Arthur Conan Doyle, Florbela Espanca, António Mega Ferreira, Flaubert, Freud, Almeida Garrett, Ortega y Gasset, José Gil, Gogol, Göethe, Milton Hatoum, Hölderlin, Kafka, Rudyard Kipling, Selma Lagerlöf, D. H. Lawrence, Doris Lessing, Lorca, Frederico Lourenço, Montaigne, Nabokov, Almada Negreiros, Carlos de Oliveira, Alexandre O’Neill, Ovídio, Fernando Pessoa, Ana Teresa Pereira, Fernão Mendes Pinto, Proust, Pushkin, Eça de Queirós, Rimbaud, Sade, Sérgio Sant’Anna, Shakespeare, George Steiner, Stendhal, Stevenson, Jonathan Swift, Tchékhov, Tolstoi, Miguel de Unamuno, Max Weber, Oscar Wilde, Virginia Woolf e Stefan Zweig"

sexta-feira, março 16, 2007

Graça Morais expõe na Biblioteca

"Hoje, pelas 18h30, vai ser inaugurada na Biblioteca Municipal de Chaves uma exposição da pintora transmontana Graça Morais. A mostra, que incluiu pinturas e desenhos, e se intitula “Silêncios”, vai estar patente ao público até ao próximo dia 20 de Abril. A iniciativa é uma organização da Associação Chaves Viva / Câmara Municipal de Chaves. Graça Morais nasceu em 1948, em Vieiro, Vila Flor. É Licenciada em Pintura, pela Escola Superior de Belas Artes do Porto. Vive e trabalha em Lisboa e no Vieiro.
Data de Publicação: 15/03/2007"

Fonte: Semanário Transmontano

quinta-feira, março 15, 2007

Biblioteca de Ponta Delgada expõe mapas antigos de São Miguel


“Viagens por Entre Coordenadas – Cartografia da Ilha de São Miguel” é o tema geral de uma exposição de mapas locais através dos séculos inaugurada esta segunda-feira na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada (BPARPD).Trata-se de uma mostra que estará patente ao público até ao próximo 30 de Junho, apresentando mapas da maior ilha açoriana, registos de uma ilha que ao longo dos séculos sofreu consideráveis mudanças a nível físico e demográfico.Segundo a BPARPD, numa viagem, criada através de mapas com vistas particulares e gerais, é possível relembrar alguns dos acontecimentos relevantes que tiveram lugar desde os primórdios do descobrimento e povoamento de S. Miguel, em Maio de 1444.No âmbito desta exposição, vai decorrer uma oficina denominada “A Ilha Gigante: o jogo para descobrir São Miguel”, que terá lugar sempre às terças e quintas-feiras, a partir das 10 horas, com a duração de 90 minutos.Este jogo, que tem como público-alvo crianças dos oito aos 12 anos, pretende dar a descobrir aos participantes São Miguel “através das suas lendas de gigantes e princesas, ilhas que brotam do mar, lagoas e lugares”.A exposição para o público em geral estará aberta de segunda a sexta-feira, das 09:00 às 19 horas, e aos sábados, entre as 14 e as 19 horas.

Quarta-Feira, dia 14 de Março de 2007 "

Bebés contactam com livros na Biblioteca Municipal de Vila Franca

"Biblioteca de Vila Franca de Xira tem um espaço onde os bebés podem aprender a brincar com livros e ouvir histórias de encantar.
É sábado de manhã. Mães e bebés, pé ante pé, sobem suavemente os degraus de madeira que dão acesso à Bebeteca da Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira. Os sapatos ficam cá fora. Substituem-se por pantufas de plástico que ajudam a colorir mais a pequena sala completamente preparada para receber os pequenos ouvintes. Chegou a hora de partir “Em busca do livro encantado”, uma iniciativa da autarquia vila-franquense que pretende criar hábitos de contacto com livros e gosto pela audição de histórias.
A iniciativa, que arrancou a 6 de Março na biblioteca, destina-se a crianças entre os 6 e os 36 meses. Para captar a atenção dos sete futuros leitores um coelho branco - de olhos vermelhos e pêlo branquinho - salta para o meio da sala. É Mónica Lopes, 25 anos, técnica profissional de biblioteca e documentação. Aos primeiros saltos do láparo ouve-se um choro. Mesmo com aspecto afável o boneco em tamanho humano assusta o primeiro utente, mas os ânimos acalmam-me. Os ouvintes mais novos são os mais atentos. Lucas, oito meses, ainda não fica de pé sozinho, mas parece querer saltar para dentro do livro de histórias que Mónica Lopes vai mostrando à assistência. Talvez atraído pelas quatro maçãs vermelhas desenhadas numa página de livro almofadado. “O coelhinho gosta muito de maçãs. E vocês também gostam?”, interage a animadora, que utiliza objectos do quotidiano para fazer a ligação com a história. O conto é curto. “Nestas idades o tempo de concentração das crianças é pequeno”, justifica. Os livros captam a atenção dos mais novos que os confundem com brinquedos. Há-os de todas as cores e feitios. Ursos, borboletas e porcos. A pequena Margarida decide explorar um com a boca. “Não se preocupe se os livros aparecem estragados, mãe. É sinal de que são usados”, comenta a animadora. Mónica Santos, 28 anos, mãe da margarida, residente em Alenquer, habituou desde cedo a filha a contactar com livros. “Ela só come com o livro da Leopoldina à frente”, garante a progenitora. Para a maioria dos pequenos leitores as histórias já vão fazendo parte do quotidiano. É o caso de Duarte, dois anos, que se vai entretendo com um livro em forma de ovelha. Não perdoa quando a mãe se esquece de contar a história e apaga a luz mais cedo. “Às vezes já é ele que me conta a história a mim”, revela com orgulho Raquel Delgado, 34 anos, técnica de biblioteca. Do conto do coelho que gosta de maçãs parte-se para a música. E depois para a magia as bolas de sabão que os mais novos tentam alcançar no ar. A ideia não é só contar histórias e proporcionar o contacto com os livros. O objectivo é também que pais e filhos interajam e que os mais pequenos socializem. “Ele ainda é muito pequeno, mas pelo menos estar aqui obriga-me a dedicar-lhe só a ele este tempo”, revela a mãe, Sandra Barroso, advogada, 35 anos, mãe de duas meninas de oito e seis anos, residente no Porto Alto.
A Bebeteca foi criada pela técnica Mónica Lopes durante um estágio realizado na biblioteca. “Visitei muitas bibliotecas, mas reparei que a maioria delas tem um espaço para bebés dentro da secção infanto-juvenil. Não um espaço apenas dedicado aos bebés”, esclarece. Para criar a sala contou com patrocínios de empresas que ajudaram a comprar a estante, alguns brinquedos e os tecidos que forram o espaço onde estavam instalados dois computadores. O projecto de estágio de 2004, que começou por ser experimental, é agora uma das atracções da biblioteca. “O objectivo é aproximar o livro o mais possível. Para que não seja entendido como uma obrigação”, explica. As inscrições podem ser feitas no balcão da biblioteca ou por telefone para as sessões de terça e sábado. A animação com a história do “coelho branquinho e barrigudo” vai estar na Bebeteca até 8 de Maio. Depois outro conto interactivo nascerá a partir da imaginação da técnica."
Fonte: O Mirante

terça-feira, março 13, 2007

Espólios doados à Gulbenkian contam história do século XX

"Dois dos espólios mais importantes para a compreensão da evolução do que foi a arquitectura portuguesa na segunda metade do século XX, pertencentes aos arquitectos Manuel Tainha e Nuno Teotónio Pereira, foram ontem doados pelos próprios à Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), em Lisboa.
Embora diferentes entre si, ambos os acervos são considerados imprescindíveis para uma melhor compreensão da história da arquitectura lusa. Ontem, todos estes documentos foram entregues à guarda da Biblioteca de Arte da FCG, que os irá disponibilizar on-line depois de devidamente sistematizados e organizados."No caso do espólio do arquitecto Manuel Tainha, um dos arquitectos que mais tem contribuído para a cultura arquitectónica portuguesa contemporânea, reúne mais de 50 anos de trabalho por si produzido e, de certo modo, dá continuidade a uma vocação que a Biblioteca de Arte já tinha iniciado ao inserir no seu espólio documentação da actividade privada dos arquitectos Raul Lino e Cristino da Silva", adiantou ao JN José Afonso Furtado, o director da Biblioteca de Arte da FCG. O mesmo responsável adiantou que, até final deste ano, o espólio destes arquitectos estará disponibilizado para consulta on-line através do site http//www.bibliarte.gulbenkian.pt.Quanto documentação que o arquitecto Nuno Teotónio Pereira doou à Gulbenkian, e que se encontra reunida em seis pastas, trata daquele que foi o Movimento de Renovação da Arte Religiosa (MRAR), a mais importante iniciativa nesta área surgida em 1952 e cuja actividade se prolongou até finais da década de 1960. A documentação doada reúne um conjunto de publicações e documentos que testemunham a actuação do MRAR, de que Nuno Teotónio Pereira foi membro fundador e primeiro presidente. Entre essa documentação contam-se cópias das actas das reuniões, abaixo assinados de integrantes do movimento, onde se incluem nomes não só de arquitectos, mas também de artistas plásticos, e historiadores. Do MRAR, refira-se, fizeram parte artistas como Manuel Cargaleiro, José Escada, e personalidades como Diogo Lino Pimentel, Nuno Portas, Madalena Cabral ou Maria José de Mendonça que , na época, reagiram contra a manutenção dos modelos arquitectónicos de cariz tradicionalista nas novas construções religiosas dos centros urbanos de Lisboa e do Porto. Na documentação inclui-se ainda colecção completa das duas séries do boletim do MRAR. Formado pela Escola Nacional de Belas Artes de Lisboa, Manuel Tainha recebeu vários prémios de Arquitectura, dos quais se destacam o Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura de 1991, atribuído ao edifício da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação de Lisboa, e o Prémio Tschumi de 2002, atribuído pela União Internacional de Arquitectos. Entre outros, ficarão depositados na Biblioteca de Arte os projectos Piscinas do Tamariz (1954-56); Pousada de Stª Barbara, Oliveira do Hospital (1957-1971); Casa Gallo, S.Pedro de Moel (1970-1975); Escola Superior de Tecnologia de Tomar (1988-1993); Departamento de Engenharia Mecânica, Universidade de Coimbra (1990-1996); Biblioteca Municipal de Viseu (1994-2000); Porta Norte, Expo 98, Lisboa (1996-1998).José Afonso Furtado sublinhou ainda ao JN a importância da doação de todos estes documentos à FCG, entidade que "já naquela época apoiou várias acções realizadas no âmbito da actuação do MRAR". José Afonso Furtado recordou que, entre essas iniciativas contam-se "uma série de lições preparatórias do projectado concurso para a construção da igreja do Sagrado Coração de Jesus; a Exposição de Arte Sacra Moderna (1956 e 1960); o concurso do ante-projecto para a construção da Sé de Bragança e a Exposição itinerante organizada na ocasião do Congresso Eucarístico Interna Eucarístico Internacional, apresentada em Portugal em 1964.A agora denominada Biblioteca de Arte constituiu-se em 1968 com o objectivo de centralizar os fundos documentais existentes na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, com especial relevância para aqueles destinados a apoiar a colecção particular do fundador constituída por cerca de três mil títulos. Em 1993, definiu-se definitivamente a sua especialização nas áreas das artes visuais e da arquitectura e, simultaneamente, deu-se início ao processo de informatização do catálogo bibliográfico. A arte em Portugal é o tema principal deste acervo, distribuído por um total de 166 colecções e criado através de proveniências diversas."

segunda-feira, março 12, 2007

"Pictórica" em Palmela

"No âmbito da Programação de Exposições, vai estar patente, na Biblioteca Municipal de Palmela, de 24 de Março até 22 de Abril, a exposição "Pictórica", de Ana Correia. Ana Correia tem colaborado com a Companhia de Teatro "O Bando", na área de figurinos e adereços e integra a equipa "Dar Cor à Vida".
Nesta mostra de trabalhos, onde a pintura e a gravura se cruzam, assiste-se a uma procura de amadurecimento do traço, do desenho, da cor e da mancha, um conjunto de elementos que se unem e adquirem força à volta da figura do corpo humano, que se manifesta como um meio expressivo e transparente e que torna visível um interior emotivo.Ana Correia nasceu em Palmela, em 1981, e terminou a licenciatura em Artes Plásticas e Pintura, na Faculdade de Belas Artes, da Universidade de Lisboa, em 2004. Os seus trabalhos já foram apresentados um pouco por todo o país, em exposições individuais e colectivas - destaque para o I Prémio de Pintura e Escultura Artur Bual, na Galeria Municipal Artur Bual, Amadora, que lhe valeu uma menção Honrosa; para a Bienal de Artes de Mafra e para várias apresentações na Galeria de Arte do Casino Estoril.Além de participar em exposições, Ana Correia também tem colaborado com a companhia de teatro "O Bando", na área de figurinos e adereços e integra a equipa "Dar Cor à Vida", que humaniza espaços hospitalares, através da pintura nos serviços pediátricos. Em 2006, iniciou o seu percurso como professora."
Fonte: rostos

BIBLIOTECA MUNICIPAL de Viana do Castelo RECEBE ESPÓLIO BIBLIOGRÁFICO DE TOMÁS SIMÕES VIANA

"Os sobrinhos e herdeiros de Tomás Simões Viana [1884-1946]— Dr. Gaspar Soares Brandão Simões e Dr. António Alfredo Soares Brandão Simões Viana — ofereceram à Biblioteca Municipal de Viana do Castelo o importante espólio bibliográfico que pertenceu a este ilustre vianense.
Tomas Simões Viana que após ter frequentado os estudos secundários no Liceu desta cidade ingressou na Escola Superior de Farmácia da Universidade do Porto onde se diplomou em 1904, exerceu a profissão de farmacêutico na Farmácia Simões, fundada por seu pai, e após a morte deste, foi o seu proprietário e director-técnico.Como político, exerceu os cargos de vereador, vice-presidente e presidente da Comissão Executiva da Câmara Municipal de Viana do Castelo, em resultado das eleições de 1919, 1922 e 1925, sendo que não chegou a terminar o mandato do último triénio para que tinha sido eleito, por ser interrompido face ao golpe de Estado de 28 de Maio.Enquanto membro da Câmara Municipal, várias foram as iniciativas que tomou, evidenciando uma grande preocupação pelas questões de natureza cultural, das quais se destacam a solicitação de um paleógrafo da Torre do Tombo para copiar para linguagem corrente as actas mais importantes dos códices dos séculos XV e XVI existentes no arquivo municipal; a proposta de adquirir para o arquivo a reconstituição comparativa entre o livro (original) das actas das sessões desta Câmara de 1580 e o seu apógrafo organizado na Torre do Tombo.Para além disso, sem esquecer a Biblioteca Municipal — para a qual procurou valorizar o seu acervo, com a compra de livros de bibliotecas particulares —, bateu-se devotamente a favor da instalação adequada do Museu Municipal. Tomás Simões Viana, dedicou-se, também, à arqueologia, evidenciando apreciáveis qualidades de investigador. O seu nome está estritamente ligado à Citânia de Santa Luzia.O espólio bibliográfico, ora oferecido à Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, reveste-se de uma importância acrescida pelo facto de Tomás Simões Viana ter sido um bibliófilo de nomeada, encontrando-se entre os livros da sua biblioteca, obras raríssimas que vão até ao séc. XVI. Este espólio, que se encontra em fase de tratamento técnico, constituirá um fundo específico nesta unidade cultural que homenageará este vianense e homem de cultura que foi Tomás Simões Viana.Rui A. Faria VianaDirector da Biblioteca Municipal."

“Ler mais e melhor”

"O Plano Nacional de Leitura tem cinco novos parceiros. Todas as escolas de Espinho, Maia, Matosinhos, Póvoa de Varzim e Vila do Conde vão poder adquirir livros e promover actividades conjuntas de leitura. A ministra de Educação anunciou que os coordenadores poderão dedicar-se às bibliotecas a tempo inteiro em 2008. Ana Sofia RosadoOs municípios de Espinho, Maia, Matosinhos, Vila do Conde e Póvoa de Varzim são os mais recentes parceiros do Plano Nacional de Leitura (PNL). Os protocolos foram assinados ontem na presença da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, no Pavilhão Multimeios, em Espinho, no âmbito do seminário «As Bibliotecas e a Leitura no século XXI», que encerrou a Semana Nacional da Leitura. A ministra da Educação anunciou o compromisso para 2008 de oferecer aos coordenadores das bibliotecas, designados professores bibliotecários, a possibilidade de se dedicarem exclusivamente às bibliotecas escolares. “Já a partir do próximo ano lectivo, os coordenadores terão condições para exercer a sua actividade a tempo inteiro, sem a dispersão entre as actividades de dar aulas e as actividades da biblioteca”, adiantou Maria de Lurdes Rodrigues, sublinhando a importância desta alteração para “as bibliotecas de grande dimensão em escolas com muitos alunos”.A ministra defendeu que todos os países precisam do estímulo à leitura, mas Portugal por maioria de razão: “É necessário desenvolver as competências de leitura por si, porque elas são sempre passíveis de ser mais desenvolvidas, mesmo um grande e bom leitor ou aluno precisa sempre de ler muito e melhor para aceder a outros recursos. O PNL é muito importante porque, para muitos alunos, a biblioteca escolar é o único acesso que têm a livros e recursos informacionais”. Trata-se, para a ministra, de igualar as oportunidades dos alunos. Este aspecto ganha maior significado pelo facto do PNL se destinar a todas as escolas do município, com excepção das secundárias, independentemente de terem ou não uma biblioteca escolar, como destacou ao JANEIRO Suzana de Sousa e Silva, chefe de Divisão das Bibliotecas e dos Arquivos Municipais da Maia. “A aquisição de novos livros no âmbito deste protocolo poderá ser o embrião de uma futura biblioteca escolar nos estabelecimentos que ainda não integram a Rede de Bibliotecas Escolares”, esclareceu a responsável. Em representação da Maia, Suzana Silva assinou o protocolo de cinco anos que responsabiliza a 50 por cento o PNL e a outro tanto o concelho por assegurar vários programas de apoio à leitura. A verba atribuída a cada município depende do número de escolas, podendo variar de 1500 euros por ano a cada escola a 2500 euros anuais. À Maia coube uma média anual de 30 900 euros, sendo igual montante atribuído pelo PNL. Cabe a cada escola fazer a proposta à autarquia que, por sua vez, adquire os livros destinados. Maria de Lourdes Rodrigues vê nestas parcerias “a possibilidade de envolver outros agentes que não exclusivamente o ministério neste grande desafio que é criar condições para que as nossas crianças leiam mais e leiam bem”.Leitura gera mudançaO PNL está “praticamente ultimado com 200 municípios”, adiantou Isabel Alçada, avançando os concelhos do Distrito de Coimbra e da Região Centro como próximos destinos. A comissária confirmou o êxito do PNL “que depende sobretudo de quem se mobilizou de facto nas bibliotecas, ou seja bibliotecários, animadores e professores”. Dando o exemplo do escritor António Mota, presente na sessão, “que já foi convidado por 99 escolas no âmbito deste programa”, Isabel Alçada lembrou que o trabalho tem vindo a ser realizado em contacto próximo com as escolas bibliotecas, diariamente e com frequência pela internet. A comissária adiantou que “as expectativas do PNL, que teve início em Setembro de 2006, foram largamente ultrapassadas”, classificando o trabalho desenvolvido de “muito animador e estimulante”. Considerando o papel das autarquias fundamental, Isabel Alçada defendeu que “a leitura muda a vida das pessoas e desenvolve o seu mundo cognitivo”. “É um instrumento de cidadania, essencial no desenvolvimento profissional de cidadãos de pleno direito”, declarou. Os protocolos, disse, vão garantir que “o apoio na animação da leitura e os livros, recursos essenciais, surjam em maior número e diversidade, incentivando a uma leitura autónoma e com prazer”.Para José Mota, este protocolo reveste-se de grande importância para as populações do município de Espinho. O presidente da Câmara Municipal de Espinho lembrou que os objectivos do PNL são os mesmos que defende desde o início do seu mandato, considerando que “o tempo de leitura não é gasto, mas ganho”. A sessão contou, ainda, com as presenças de Graça Guedes, presidente da Assembleia Municipal de Espinho, Teresa Calçada, da Rede de Bibliotecas Escolares e Custódio Ramos, representante do Governo Civil de Aveiro. Os protocolos foram também assinados por Correia Pinto (Matosinhos), Luís Diamantino (Póvoa de Varzim) e Elisa Ferraz (Vila do Conde). "

Fonte: O primeiro de janeiro

quinta-feira, março 08, 2007

Biblioteca oferece livros a crianças

"Dias da UBI terminam hoje

As crianças que visitam a biblioteca da Universidade da Beira Interior (UBI), nos Dias da UBI, ganham livros. "Um livro é um amigo" e "Um livro é um tesouro" são as mensagens que a equipa de seis funcionárias fazem passar aos visitantes mais novos, com um teatro de fantoches de papel e um peddy-paper – em que as crianças seguem pistas “até encontrarem livros escondidos na biblioteca” e que depois levam para casa, conta Fátima Almeida, técnica de biblioteca e documentação.Na 10ª edição dos Dias da UBI, que se iniciaram na terça-feira e terminam hoje, a biblioteca da Universidade foi uma das áreas mais visitadas, destaca a responsável do departamento de Relações Públicas, Graça Castelo Branco. "As actividades atraíram as atenções das escolas do ensino básico", afirma ao Diário XXI, ao salientar que também os departamentos de Física, Química e Matemática receberam "muitas visitas". Sobre o número total de visitantes, Graça Castelo Branco conta que "se mantém na média dos últimos anos", cerca de dois mil e 500. No decorrer dos últimos dez anos, a iniciativa Dias da UBI é responsável por mais de 34 mil visitas à instituição de ensino superior. "

Biblioteca recebe nomes ligados à imprensa

"A Imprensa Escolar, a sua importância, reflexos e futuro são temas abordados no próximo dia 9 de Março, no Auditório da Biblioteca Municipal de Barcelos.



Um debate num seminário que conta com nomes ligados ao jornalismo e ao ensino. A sessão destina-se a alunos, professores e agentes de educação, que pretendam cultivar e explorar a área da imprensa na perspectiva das publicações escolares. Assim sendo, farão parte desta iniciativa nomes como João Carlos Brandão Gonçalves, professor e especializado em Ciências da Comunicação pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, que abordará o tema: “O jornal escolar: da periferia ao centro do processo educativo”; Vale Ferreira, professor e jornalista, que falará das revistas escolares que fundou; Ana Maria Cameselle, docente e responsável da revista “Amanhecer”, da Escola Secundária de Barcelos; entre outros docentes e responsáveis por várias publicações dos Agrupamentos de Escolas do concelho de Barcelos. Os trabalhos decorrem durante todo o dia, o início está previsto para as 9 da manhã, e as inscrições podem ser validadas na Biblioteca Municipal de Barcelos; através do telefone 253 809 641; ou do e-mail biblioteca@cm-barcelos.pt."

Fonte: Jornal regional.com

Fonte imagem: www.cm-barcelos.pt

quarta-feira, março 07, 2007

DIA INTERNACIONAL DA MULHER – 32 ANOS (1975-2007)

"No dia em que se comemora o 32º aniversário sobre a criação do Dia Internacional da Mulher e no ano instituído como Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos (2007) - Para uma Sociedade Justa, o Instituto Nacional de Estatística apresenta alguns indicadores sobre a situação da mulher em Portugal, com enfoque nos aspectos demográfico, emprego, educação e utilização de tecnologias de informação e comunicação.
As mulheres constituem a maioria da população residente em Portugal e vivem até mais tarde do que os homens; adiam a maternidade, têm menos filhos e casam mais cedo do que os homens; aumentaram a sua participação no mercado de trabalho mas o desemprego continua a atingi-las mais do que aos homens; o abandono escolar é menor nas mulheres; existe paridade no exercício das profissões mais qualificadas e tanto os homens como as mulheres com curso superior concluíram-no na área das ciências sociais, comércio e direito; a utilização das tecnologias de informação e comunicação é ligeiramente menor nas mulheres e aproxima-se da dos homens. "
Fonte: destaque INE
PORQUÊ O DIA 8 DE MARÇO

Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo.

"Tipografia" na Biblioteca de Faro

"O Impacto da invenção de Gutenberg na sociedade multicultural de Portugal, em 1487” é o nome da palestra que Paulo Heitlinger vai proferir, no próximo dia 14 de Março, pelas 21:30 horas, no auditório da Biblioteca Municipal de Faro, por ocasião da recente publicação do seu livro “Tipografia”. Nesta palestra, Paulo Heitlinger vai dar uma visão alargada dos elementos sócio-culturais, estéticos e históricos que marcaram a Tipografia ao longo do tempo. Segundo o autor, trata-se de um "livro que serve para orientar os que buscam inspiração para resolver as suas tarefas diárias de paginação, edição e desenho gráfico". Nascido em Lisboa, Paulo Heitlinger exerceu grande parte da sua actividade profissional na Alemanha. Depois de se doutorar em Física Nuclear, viu que os seus talentos o impulsionavam para o jornalismo e a fotografia. Trabalhou para a comunicação social e para diversas editoras, fez publicidade e marketing."

terça-feira, março 06, 2007

Exposição "Lisboa, 1858"

O Centro Português de Fotografia/Ministério da Cultura tem patente a exposição "Lisboa, 1858", fotografias de Amédée Lemaire de Ternante, no edifício da Cadeia da Relação do Porto, desde 3 de Março.
A exposição contém fotografias do álbum do fotógrafo Amédée Lemaire de Ternante, realizadas em Lisboa, em 1858, quando se deslocou a Portugal na comitiva que acompanhava a princesa D. Estefânia por ocasião do seu casamento com D. Pedro V.
Horário do centro de exposições: 3ª a 6ª das 15.00h às 18.00h; Sábados, Domingos e Feriados das 15.00h às 19.00h.
A exposição estará patente ao público até 8 de Abril
Entrada Livre

Póvoa celebra Semana da Leitura até sexta-feira

"Inserida no Plano Nacional de Leitura, a Semana da Leitura realiza-se em todo o País, durante esta semana e destina-se a celebrar e a incentivar o prazer de ler. De forma a cativar os mais jovens para a leitura, a Biblioteca Rocha Peixoto dividiu o seu calendário de iniciativas por dois grandes grupos de público-alvo: jardins-de-infância e escolas do primeiro ciclo do ensino básico e instituições particulares de solidariedade social e Gabinetes de Acção Social, da autarquia.Uma planificação diversificada, integrando horas de leitura de extractos de livros, leitura de poemas, representações teatrais, horas do conto, jogos educativos e actividades lúdicas constitui o cerne desta Semana da Leitura, na Póvoa. As acções previstas irão decorrer, já a partir de hoje, nos seguintes espaços e para os seguintes públicos. Para instituições e Gabinetes de Acção Social, que terão um programa mais variado de actividades, com jogos, dramatizações e surpresas: hoje, às 10h00, Centro Social Bonitos de Amorim visita a Biblioteca; amanhã, às 10h00, a actividade desenrola-se no Instituto Maria da Paz Varzim; às 11h00, o mapadi visita a Biblioteca e, às 16h00, será a vez dos utentes do Gabinete de Acção Social da Rua Dr. Alberto Sampaio se deslocarem à Biblioteca; quarta-feira, o Centro Social Bonitos de Amorim regressa à Biblioteca e, uma hora mais tarde, é a vez do Grande Colégio da Póvoa; na quinta-feira, às 10h00, as actividades da Semana da Leitura realizam-se no Gabinete de Acção Social de Terroso e, às 16h00, a instituição O Regaço desloca-se à Biblioteca; a semana termina sexta-feira com a visita à Biblioteca, às 10h00, do jardim-de-infância Giesteira e Pedreira e, às 11h30, do Centro Social Bonitos de Amorim; às 17h30, na Junta de Freguesia de Laundos, as actividades realizam-se com os utentes do ATL daquela freguesia.Para os jardins-de-infância e escolas do primeiro ciclo a semana vai concentrar-se na leitura de histórias. Assim, hoje, às 10h00, no Diana Bar, o jardim-escola Sto. António vai ter uma hora do conto com a colaboração de pais e crianças; às 14h00, as crianças do jardim-de- infância do Teso vão ouvir a história «A Menina Gotinha de Água»; amanhã a escola básica do Desterro será dividida em dois grupos, aos quais será contada a mesma história, às 9h30 e às 14h00; na quarta, são as crianças da Obra de Sta. Zita e os respectivos pais que vão à Biblioteca para uma hora do conto; às 14h00, a história da «Menina do Mar» será contada às crianças da escola do ensino básico de Rates; na quinta, às 10h00, o Centro Social e Paroquial de Terroso vai à Biblioteca para uma hora do conto com a participação dos pais, o mesmo acontecendo com as crianças da Escola nº 1, da Póvoa, às 14h00; os pais participam também na hora do conto, às 15h30, no jardim-de-infância O Ribeiro; na sexta, às 9h30, é contada, na escola básica do Desterro, a «História dos Soluços»; às 14h00, a Escola nº 1 regressa à Biblioteca para nova hora do conto com os pais, o mesmo se verificando às 15h30, com a visita do jardim-de-infância Monsenhor Pires Quesado. "

Biblioteca da Covilhã junta poesia e pintura

"Obras de Maria Alice Peixeiro para ver até final do mês
A Biblioteca Municipal da Covilhã (BMC) recebe, até dia 30, “Já te Falaram à Alma”, exposição que junta obras de pintura e poesia de Maria Alice Peixeiro. São perto de duas dezenas de telas, acompanhadas de 20 poemas da autora, natural da Covilhã. Fica patente ao público das 10h00 às 18h30, na Galeria de Exposições da BMC.Maria Alice escreve e pinta desde os 12 anos, tendo aperfeiçoado ao longo dos anos as técnicas de artes plásticas, sendo de particular interesse o gouache e o carvão.“Participa desde 1965 em certames, concursos e exposições nacionais e internacionais, onde recebeu diversos prémios e distinções”, lembra a organização da mostra. As participações na Bienal de Artes Plásticas do Montijo, no Lexmark European Art Prize e na Academie Européene des Artes, além dos concursos de poesia em Portugal, França, Espanha e Bélgica são alguns dos pontos altos da carreira de Alice Peixeiro.Em 2000, recebeu na Bélgica a Medalha de Ouro Internacional em Poesia e a de Prata Internacional em Pintura e, um ano mais tarde, é contemplada com a medalha Vermeil, atribuída pela Academie Européene des Artes. “Em 2005 e 2006, a poeta e pintora recebeu em Paris a Medalha de Ouro e o Prix du Salon pela qualidade da sua obra artística”, conclui uma nota da Câmara da Covilhã, entidade onde trabalha Maria Alice Peixeiro."

segunda-feira, março 05, 2007

Biblioteca Municipal de Loulé comemora Dia Mundial da Poesia

"No âmbito do Dia Mundial da Poesia, no dia 21 de Março, realiza-se pelas 21:30 horas, na Biblioteca Municipal de Loulé, um recital de poesia por Afonso Dias com o tema “Poetas da Lusofonia – A língua Portuguesa, viajante das sete partidas”. Afonso Dias recitará 50 poemas de 50 poetas, de oito países que falam português: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor. Não vão faltar nomes como os de Agostinho Neto, Vinicius de Moraes, Corsino Fortes, Vasco Cabral, José Craveirinha, Camões, Olinda Beja, Xanana Gusmão entre outros. Afonso Dias é músico, autor de canções e actor. Tem colaborado nos últimos anos com a ACTA – Companhia de Teatro do Algarve. Encontra-se a gravar a colecção de poesia em CD, Selecta, que prevê a edição de 23 volumes referentes aos poetas mais representativos da lusofonia. Estará ainda patente, de 19 a 31 de Março, uma mostra bibliográfica de Poesia Lusófona, que pretende dar a conhecer a bibliografia existente na Biblioteca acerca dos oito países lusófonos."

Um museu do filme muito vivo

"O cinema na Suíça? A sua história – feita de filmes, mas não exclusivamente – elegeu sede nos locais da Cinemateca de Lausanne, única do país.
Quilômetros e quilômetros de prateleiras para conservar bobinas e uma corrida contra o relógio ou contra o tempo para salvar fitas em decomposição. E um paradoxal desejo de divulgação.



Pilhas de bobinas, filmes a consultar, restaurar, arquivar. (swissinfo)

Um monte de papel e de bobinas que atravancam a passagem, manifestos dependurados na parede, projetores de todas as épocas reunidos numa sala, a foto de Conan, o Bárbaro ao lado das que foram tiradas de uma Paixão dos anos 30, um fantoche da Pantera Cor de Rosa sobressai em uma das prateleiras.

[...]

Conservar e mostrar: um paradoxo

Em Panthaz, o público só pode entrar em grupo ou depois de marcar encontro. Mas para quem se interessa por tudo quanto gira em torno do cinema, é uma ocasião imperdível.Mais acessíveis são as iniciativas realizadas em Lausanne, no Casino de Montbenon. Temos em cartaz três projeções diárias. Além disso, a biblioteca e um arquivo de dossiês com o material de promoção dos filmes ficam à disposição de quem queira consultá-los. Inacessível é apenas o catálogo dos filmes conservados, característica comum a quase todas as cinematecas. "É preciso ter em mente que as cinematecas surgiram na ilegalidade", explica Hervé Dumont. "Por uma questão de diretos, os produtores recusavam depositar os filmes, preferindo destruí-los. De resto, nem o Museu do Louvre publica o catálogo de todas as obras que tem em depósito".

[...]

Quiça o futuro simplificará o trabalho das cinematecas, mas não se pode cruzar os braços. Em Lausanne sabem muito bem. Os filmes são preservados porque são testemunho importante de uma época, de seus conflitos, de seus hábitos, de sua moda, de suas paixões. "No fundo – conclui Hervé Dumont – uma sociedade sem cinema é como uma casa sem espelhos".
Doris Lucini, swissinfo, Lausanne

Fonte e notícia completa: Swissinfo

sexta-feira, março 02, 2007

Arquivo Histórico de Elvas recebeu workshop que ensinou a construir uma árvore genealógica


"O Arquivo Histórico Municipal de Elvas abriu as portas, este sábado à tarde, para a realização de um workshop com o título “Como construir a sua Árvore Genealógica”, numa organização da Câmara Municipal local.
O espaço, que encheu para esta iniciativa, tem já previsto um novo workshop sobre o mesmo tema para o próximo dia 12 de Maio, para o qual “já temos também as inscrições praticamente completas”, adiantou a vereadora da autarquia elvense, Elsa Grilo.Para além deste, o Arquivo irá promover, no dia 26 de Março, “um atelier sobre restauro de documentos antigos, mas este atelier destina-se unicamente aos alunos do ensino secundário, uma vez que é dirigido a um segmento mais específico”, acrescento esta responsável.Sobre os objectivos deste workshop, a vereadora referiu que “os objectivos deste, e todas as outras actividades que vamos levar a cabo durante este ano no Arquivo Histórico Municipal, vão praticamente no sentido, de levar as pessoas ao Arquivo Histórico, e levá-lo também até às pessoas, para que os munícipes percebam que este não é unicamente um serviço destinado a eruditos, é também um serviço da Câmara Municipal que pode ser útil para a população em geral, para coisas da sua vida quotidiana, como é o caso concreto da construção de uma árvore genealógica”, explicou Elsa Grilo.Inaugurado há quase um ano, este espaço municipal, de acordo com esta responsável, já contou com utilização por parte de “155 utentes, o que dá uma média de 20 utentes por mês. Este é um número excelente em termos de arquivos históricos e ainda mais quando se trata de um arquivo histórico municipal. Muito poucos arquivos históricos têm a afluência de investigadores que tem o Arquivo Histórico Municipal de Elvas, também pela riqueza documental que tem”.“Tivemos também, durante este período, já 57 pedidos de pesquisa, pesquisas que são efectuadas pelos nossos técnicos, que são pedidas por investigadores que não se podem deslocar até nós, também é um serviço que nós temos e que nem todos os arquivos praticam no nosso País”, acrescentou.Sobre os temas e documentos que mais têm procura naquele espaço, Elsa Grilo, adianta que as “pessoas consultam sobretudo os registos paroquiais. Temos os registos paroquiais do antigo bispado de Elvas, desde 1536 a 1882, e que é de facto, um fundo documental muito rico, que abrange não só o concelho de Elvas, mas também o concelho de Alandroal, Campo Maior, Olivença, Monforte, e parte dos concelhos de Fronteira e Alter do Chão e ainda a freguesia de Veiros do concelho de Estremoz. Portanto, constitui um fundo documental de importância histórica bastante valiosa e os investigadores é, efectivamente, aquilo que mais consultam, embora o Arquivo disponha de outros documentos igualmente importantes”, concluiu.Texto: SB"


Fonte:http: jornalregional.com