segunda-feira, abril 24, 2006

Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor


Celebrou-se ontem o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor. Uma data instituída pela UNESCO, que procura promover o livro.
Durante esta edição foram desenvolvidas várias actividades e iniciativas comemorativas um pouco por todo o país.
Nesta data celebra-se também o direito de autor. Um direito que é reconhecido pela Declaração Universal dos Direitos do Homem (artigo 27º) e pela Constituição da República Portuguesa (artigo 42º). O direito de autor funciona simultaneamente como garantia de defesa do património e dos valores culturais.
O dia mundial do livro e do direito de autor é celebrado a 23 de Abril em 100 países. A data foi instituída pela Conferência Geral da UNESCO para prestar tributo aos grandes autores da literatura mundial que nasceram ou morreram neste dia. É o caso de Cervantes, Shakespeare, Inca Garcilaso de la Vega e Vladimir Nabokov. A celebração procura também encorajar as pessoas, especialmente os mais jovens, “a descobrir o prazer da leitura e a respeitar a obra insubstituível daqueles que contribuíram para o progresso social e cultural da Humanidade” (UNESCO). A ideia de celebrar este dia surgiu na Catalunha, onde é oferecida uma rosa a cada pessoa que compra um livro. Desde então o dia 23 de Abril tem sido comemorado de diversas formas um pouco por todo o mundo. Todos os anos o Comité da UNESCO nomeia a Capital Mundial do Livro, sendo este ano Monteral a cidade contemplada.

sexta-feira, abril 21, 2006

Priberam estabelece parceria com a Biblioteca Nacional no âmbito do M-CAST

A Priberam estabeleceu um protocolo de colaboração com a Biblioteca Nacional (BN), na sequência da participação no projecto europeu M-CAST, um sistema de agregação de conteúdos multilingue baseado no motor de pesquisa TRUST que visa a aplicação de tecnologias de pesquisa avançada às bibliotecas digitais.Numa primeira fase, a empresa será responsável pela importação para base de dados da versão portuguesa da Classificação Decimal Universal (CDU), ficando igualmente encarregue de desenvolver os mecanismos de navegação e pesquisa a utilizar no projecto CDU online.Futuramente, a Biblioteca Nacional poderá vir a utilizar algumas das tecnologias que estão a ser desenvolvidas no âmbito do projecto M-CAST e em que a CDU será integrada, explica por sua vez a Priberam."A criação de um serviço em linha que permite a pesquisa estruturada da CDU representa um importante passo no sentido tornar mais eficaz a utilização desta linguagem de classificação para os profissionais das bibliotecas portuguesas", afirma Paulo Leitão, Director dos Serviços de Inovação e Desenvolvimento da Biblioteca Nacional de Portugal, num comunicado enviado à imprensa.No âmbito da PORBASE (Base Nacional de Dados Bibliográficos), a BN edita de há alguns anos para cá uma versão resumida da CDU, uma tabela que tem vindo a ser utilizada pelas bibliotecas portuguesas numa edição recente onde há um maior desenvolvimento dos assuntos representados "para ir ao encontro das novas necessidades das bibliotecas", explica-se no mesmo comunicado.A Priberam é uma das sete empresas europeias que, desde Janeiro de 2005, participam no projecto M-CAST que tem por objectivo desenvolver uma infra-estrutura que permita aos criadores de conteúdos integrar, pesquisar e aceder a recursos de grandes colecções multilingues de texto (e multimédia), como sejam as das bibliotecas digitais, editoras, agências de informação e bases de dados científicas.A empresa está neste momento a melhorar o módulo de língua para o português desenvolvido no âmbito do projecto TRUST, adaptando-o à arquitectura do novo sistema.

Fonte: http://tek.sapo.pt/4L0/660892.html

quarta-feira, abril 19, 2006

Holmes - Sistema de procura de artigos em Ciência da Informação e áreas afins


A partir de uma ideia da Profa. Dra. Nanci Oddone, ICI-UFBA (Instituto de Ciência da Informação da Universidade Federal da Bahia) Ricardo Sodré Andrade desenvolveu o Holmes(http://www.holmes.feudo.org/), um "detective digital" que procura e indexa trabalhos académicos de repositórios e periódicos de Ciência da Informação e áreas afins. Actividades como o levantamento bibliográfico e procura facilitada em múltiplos repositórios e periódicos com "revisão pelos pares" (peer-review) são as principais justificativas para um sistema como este. Ainda estão a realizar-se testes e alguns problemas são conhecidos e estão sendo analisados para serem solucionados, como por exemplo:
a) O Holmes não consegue reconhecer acentuação nos dados importados a partir de 2 (dois) periódicos electrónicos;
b) Algumas partes do sistema ainda não foram traduzidas.
O desenvolvimento de métodos (agentes inteligentes) que possam indexar periódicos que não utilizam o protocolo OAI é uma possibilidade que dependerá da aceitação do Holmes.
No momento em que esta notíca foi escrita (11 de abrilde 2006, às 17:20), o Holmes conhecia 5.345 artigos em 11 periódicos ou repositórios diferentes. A tendência é que esses números aumentem tanto com a publicação de novas edições dos veículos indexados quanto com a inclusão de novos periódicos e repositórios na listado Holmes. O URL do Holmes é: http://www.holmes.feudo.org/

quinta-feira, abril 13, 2006

Feira dos 25 cêntimos

«Feira dos 25 cêntimos»

Cerca de 500 livros usados vão ser colocados à venda por preços que rondam os 25 cêntimos durante uma feira que se irá realizar na cidade da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel.
Entre os dias 17 e 21 os visitantes poderão encontrar livros de diversos géneros provenientes do arquivo da Biblioteca Municipal e de ofertas de leitores.
As receitas da venda dos livros, que irão custar entre 25 cêntimos e cinco euros, reverterão para a compra de novos exemplares para a Biblioteca Municipal da Ribeira Grande.
Das várias publicações à venda figuram livros de história, ficção científica, romance, policial e manuais escolares.

segunda-feira, abril 10, 2006

A biblioteca e a escola



"Recordo o tempo em que, aluna do velho Carolina Michaelis, éramos recambiadas para o biblioteca quando faltava uma professora. Um espaço frio, não falo da temperatura, dessa já não me lembro, rodeado de altas armários onde estavam fechados os livros, mesas compridas e um silêncio confrangedor presidido pela funcionária de bata cinzenta. Esta é a minha memória. Uma memória que sem ser má também não se traduz na saudade por um lugar apetecível.Bem diferente da biblioteca da minha escola, hoje, onde os alunos entram em grande número sem serem empurrados por nenhuma obrigação ou ordem, num quase silêncio natural em quem entra num espaço de leitura e de trabalho. Um espaço onde são recebidos por uma funcionária acolhedora e sabedora, onde podem ler ou estudar em mesas pequenas distribuídas pelas salas, ou, para uma leitura recreativa, sentar-se num recanto especialmente destinado, com jornais, revistas e alguns livros de banda desenhada ou aventuras. Numa terceira sala estão os computadores para trabalhar, para um joguinho ou para uma pesquisa na Internet.Além disso a biblioteca é um espaço claro e bonito oferecendo em placards bem posicionados, as últimas aquisições, mostrando posters, fotografias, postais que em cada momento do ano chamam a atenção para celebrações e acontecimentos que vão tendo lugar: um prémio recentemente atribuído, o nome e a obra de uma grande pintora, de uma poetisa ou de um compositor, o dia da mulher, o dia dos namorados… Onde se propõem concursos para despertar o interesse por personalidades, obras ou acontecimentos. É também o lugar onde já foram apresentados mais de uma vez as tentativas literárias bem sucedidas de alunos ou professores. É onde se fazem pequenas edições dessas obras. É também o lugar onde os alunos sabem que podem encontrar professores disponíveis para tirar dúvidas, esclarecer, ensinar.Uma biblioteca assim é um lugar onde se aprende, sem constrangimentos nem imposições, a respeitar o silêncio, onde pelo olhar se começam a amar os livros, onde se é levado a descobrir o gosto pela leitura, onde sem custo se vão retendo o nome e o rosto dos escritores, onde se descobrem novos títulos e onde se é atraído para coisas bonitas e carregadas de sentido. É curioso constatar que há hoje alunos que trocam um intervalo de plantão na escadaria ou nos corredores, por uma fugidinha à biblioteca. Penso que uma biblioteca assim concebida é de facto uma mais valia de uma escola, um lugar diferente, cheio de vida, onde os alunos aprendem naturalmente e quase inconscientemente regras e comportamentos, onde vão adquirindo saberes e onde se vai furtivamente instalando neles o gosto de ler e o amor pelos livros. É além disso um lugar de descoberta!"
Manuela Salvador Cunha
*Professora do Ensino Secundário. Escreve no JANEIRO semanalmente às segundas-feiras

quinta-feira, abril 06, 2006

2.º INTEGRAR - Congresso Internacional de Arquivos, Bibliotecas, Centros de Documentação e Museus

A FEBAB (Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientístas da Informação e Instituições) e Instituições Parceiras anuncia a realização do 2.º INTEGRAR - Congresso Internacional de Arquivos, Bibliotecas, Centros de Documentação e Museus (www.febab.org.br) .

Este evento realizado a cada 4 anos, tem a sua 2a. edição, que será realizada com o apoio do Memorial da América Latina em São Paulo, no período de 25 a 29 de junho de 2006. Participe!
O evento tem como Tema Geral: "Compartilhando o Conhecimento: o acesso sem fronteiras" e sub-temas convergentes para as áreas de arquivo, bibliotecas, centros de documentação e museus, abaixo descritos.
PROCEDIMENTOS PARA O ENVIO DE TRABALHOS COMPLETO ESTÃO DISPONÍVEIS NO SITE.
Sub-temas:
1. Seleção e organização de conteúdos informacionais.
2. Padrões descritivos e ferramentas de acesso.
3. Tecnologias e inovações aplicadas à informação/ Websites/ Portais/ Redes.
4. Direitos e deveres para acesso à informação/ Propriedade Intelectual.
5. Políticas e projetos de incentivo para Repertórios institucionais/ Memória.
6. Políticas e projetos para Conservação e Preservação.
7. Governo Eletrônico.
8. Desenvolvendo a Information Literacy/ Virtual Literacy/ Digital Literacy.
9. Acessibilidade à informação por portadores de deficiência.
10. Formação profissional: tendências e perspectivas.

CRONOGRAMA
Até 10 de Abril de 2006 - Envio dos trabalhos ou pôsteres.
Até 30 de abril de 2006 - Comunicação dos trabalhos aceitos pela Comissão Técnica para apresentação no congresso.

quarta-feira, abril 05, 2006

Texto Editores oferece 5.000 livros à Biblioteca Nacional de Angola

"A Texto Editores, um dos maiores grupos editoriais portugueses, vai oferecer 5.000 livros à Biblioteca Nacional de Angola, entre obras de literatura portuguesa, didácticos, dicionários e publicações técnicas , anunciou fonte da empresa. De acordo com a mesma fonte, a editora integra a comitiva empresarial q ue acompanha o primeiro-ministro, José Sócrates, na sua visita oficial a Angola. O Grupo Texto Editores encontra-se já representado em Angola, Moçambique e Cabo Verde, países onde tem vindo a celebrar contratos de edição de livros escolares. A Texto Editores-Angola é também responsável pela elaboração de conteúdos e concepção da maior parte dos novos manuais escolares, da 7.ª à 12.ª classe, que estão a ser produzidos no país, no âmbito da reforma promovida pelo Ministério da Educação angolano. José Sócrates inaugura quarta-feira (hoje) em Luanda a exposição "Portugal Novo", que reúne obras de alguns dos mais consagrados artistas nacionais nas renovadas instalações do Centro Cultural Português da cidade. A mostra, que integra obras de artistas como Paula Rego, Julião Sarmento ou Jorge Molder, entre outros, é uma organização conjunta do Instituto das Artes do Ministério da Cultura de Portugal e do Centro Cultural Português. Esta exposição, que já esteve patente no Brasil, integra-se na participação do Instituto das Artes na I Trienal de Luanda e poderá ser visitada até 02 de Junho na capital angolana."

Fonte: Notícias Lusófonas

terça-feira, abril 04, 2006

Colóquio debate bibliotecas digitais

"Os problemas relativos aos acervos digitais e à sua disponibilização ao público serão debatidos nos dias 03 e 04/04 durante o Colóquio Internacional Bibliotecas Digitais, no Teatro da Maison de France (Rio de Janeiro). O evento é promovido pela Embaixada da França, o Instituto Goethe, a Fundação Biblioteca Nacional eo Conselho Regional de Biblioteconomia do RJ. Entre os convidados estrangeiros, estarão o presidente e a directora da Biblioteca Nacional da França, a directora geral da Deutsche Bibliothek, o director de Bibliotecas Universitárias e Sistemas de Informação da Sociedade Alemã para Pesquisa e o director da Mediateca do IRCAM-Centro Georges Pompidou. Também estão na programação, autoridades e especialistas brasileiros. As palestras terão tradução simultânea e a inscrição é gratuita. O colóquio está no Calendário Anual de Atividades e Eventos do PNLL" ( Plano Nacional do Livro e Leitura).
Fonte: Boletim do PNLL nº 5 - 03 a 09 de Abril 2006

Comemoração da Páscoa


Temos o prazer de convidar V/Exª para a Comemoração da Páscoa, a ter lugar no Auditório da Biblioteca Central do Instituto Politécnico do Porto, no próximo dia 7 de Abril de 2006, pelas 18 horas.

Programa

quarta-feira, março 29, 2006

"Apel Agiliza"

"A modernização e diversificação dos serviços de informação no sector do livro é um dos objectivos do projecto APEL Digital ontem apresentado pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) que também procedeu a alterações no sistema de ISBN.
A APEL digital é uma base de dados on-line onde já se encontram disponíveis 170 mil títulos de livros editados em Portugal. Esta base de dados inclui o registo de título e autor de todas as publicações portuguesas.Quanto ao sistema ISBN (International Standard Book Number) é controlado pela Agência Internacional do ISBN, sedada em Berlim que supervisiona a sua utilização e aprova a definição e estrutura dos grupos (linguísticos ou geográficos), e delega poderes às Agências Nacionais designadas em cada país. A APEL é a Agência Portuguesa do ISBN desde 1988, sendo responsável, entre outras funções, pela atribuição de prefixos de editores, pelo fornecimento do Manual ISBN aos editores e pela promoção da utilização do sistema a nível nacional. As mudanças agora introduzidas nesta área s resultaram da necessidade de se aumentar a capacidade de numeração do sistema de forma a agilizá-lo torná-lo mais duradouro. "

Palavras-chave: APEL, biblioteca digital, ISBN

Fonte: http://jn.sapo.pt/2006/03/29/cultura/apel_agiliza.html

"Portal b-on, como pesquisar"

A B-on ministrou 21 sessões de formação um pouco por todo o país, sendo uma delas realizada nos SDP-BC nos dias 16 e 17 de Janeiro.
Esta formação teve os seguintes objectivos:

-Divulgar a b-on junto da comunidade
-Formar os técnicos BAD das várias instituições
-Ajudar a optimizar as pesquisas
-Dar estratégias e dicas de pesquisa
-Dar a conhecer os vários conteúdos b-on
-Divulgar as funcionalidades e potencialidades do portal

Segundo a notícia publicada no site da B-on a formação foi um sucesso como também se pode confirmar através do relatório final aqui. Pode-se ainda consultar também o Programa da Formação e o Questionário aplicado no final da formação.

terça-feira, março 28, 2006

FORMAÇÃO B-ON NO IPP

Vai-se realizar no próximo dia 31 de Março a 1ª Sessão de formação de pesquisa avançada na B-on.
Esta formação terá lugar na Sala de NTI dos Serviços de Documentação e Publicações - Biblioteca Central do IPP, com o seguinte programa:
http://www.biblioteca.ipp.pt/popupbcd2006.htm

As inscrições poderão ser feitas através do modelo formecido no endereço anterior ou directamente nos balcões de leitura destes serviços.

Poderão tambem enviar os dados solicitados no formulário para o seguinte email: sdp@sc.ipp.pt

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Ponto de Acesso Público INE - IPP

No âmbito da Rede de Informação do Instituto Nacional de Estatística - INE, nas Bibliotecas do Ensino Superior, o Ponto Público de Acesso IPP, faculta e orienta todos os interessados no acesso à informação recebida regularmente do INE.

Os SDP-BC, disponibilizam também esta informação, após solicitação pelo endereço de e-mail: sdp@sc.ipp.pt

Damos aqui destaque aos resultados de inquéritos elaborados ao longo de 2005:

Inquérito à utilização de Tecnologias e da Comunicação pelas familias em 2005

Índice de Volume de Negócios na Indústria – Total, Mercado Nacional e Mercado Externo

Inquéritos de Conjutura às Empresas e aos Consumidores

Actas do 2º Encontro Nacional das Bibliotecas do Ensino Superior Politécnico


Foram editadas em Dezembro de 2005, pelos Serviços de Documentação e Publicações - Biblioteca Central do Instituto Politécnico do Porto as Actas do 2º Encontro Nacional das Bibliotecas do Ensino Superior Politécnico -
- I & D, Inovação, Criatividade e Avaliação da Documentação
, que decorreu no dia 12 de Novembro de 2004, nas instalações dos SDP-BC.
Estas encontram-se apenas publicadas em suporte digital, foram distribuídas a todos os participantes e Instituições Públicas (CD) e poderão ser consultadas via on-line:

quinta-feira, dezembro 15, 2005

(...)
O Dedo escreve e passa. O que ele escreve,
Nem crença funda nem descrença leve
Podem que volte atrás para apagá-lo
Nem lava o pranto mesmo um traço breve.
(...)
Que o vinho me não falte até ao fim da vida.
Lavai depois meu corpo, quando for perdida,
Fazei de parras um sudário, e que me enterrem
Onde gente passar, não muito distraída.
Das ciências todas o saber semeou,
Da vasta seara com ardor cuidou.
Mas a colheita não foi mais do que isto:
"Como Água vim, e como Vento vou".
Pensa por ti. Do livro deixa o estudo.
Contempla liberto a terra e o céu mudo.
Reparte dos teus bens. Aos maus perdoa.
........................................................E esconde-te, se queres sorrir de tudo.

Excerto
KHAYYAM, Omar – Doze Rubais. In – Poesia de 26 séculos:
de Arquíloco a Nietzsche:Antologia,tradução, prefácio e notas.Jorge de Sena.
3ª ed. Porto:ASA Editores, 2001. ISBN 972-41-2582-3. p. 78-79

A Equipa de Pessoal dos SDP-BC Deseja a Todos um Feliz Natal e Um Próspero Ano Novo


terça-feira, dezembro 06, 2005

O Mundo da informação do Século XXI

O Mundo da informação do Século XXI, é cada vez mais como sendo em rede.
Vivemos em sociedades que se dizem do conhecimento, de forma que para lhe acedermos e principalmente para aplica-lo, são necessárias novas competências e aptidões informacionais, nomeadamente no que respeita às Novas Tecnologias, que se encontram em constante desenvolvimento. “Estamos a assistir a uma revolução tecnológica, centrada nas tecnologias da informação”, citado as palavras de Manuel Castells (2000).
Apesar deste desenvolvimento se manifestar numa perspectiva global, a verdade é que este não é uniforme. São várias as discrepâncias que levam a que muitos cidadãos e cidadãs não usufruam dos seus direitos enquanto ser humano, (independentemente do sexo, da raça, da religião, costumes, nacionalidade…) no que respeita ao acesso à informação. Por outras palavras, este desenvolvimento também origina a Info-exclusão.
É no combate a estes obstáculos que todas as Bibliotecas ocupam um lugar de grande importância.
As Bibliotecas são serviços públicos de interacção social e cultural, regendo-se pelos princípios dos Direitos Humanos e de organizações internacionais como a UNESCO, a IFLA e/ou a EBLIDA, e/ou nacionais, como a BAD, a INCITE e/ou a APDIS[1]. São espaços físicos, cujo conceito tem vindo a evoluir, mas também lugares de aprendizagem de conhecimento e pólos de vida cultural e de socialização para todas as idades e tipos de pessoas.
Cabe-lhes minimizar as diferenças e as dificuldades sociais no que respeita à literacia informacional, através da adopção e desenvolvimento de iniciativas inseridas em políticas de promoção e de capacitação do uso das novas tecnologias, para que todos possam tirar o maior proveito possível destas. Incentivar a leitura desde o documento impresso ao electrónico, a participação em actividades lúdicas para os mais jovens, de forma a estimular-lhes a criatividade e partilhar hábitos de leitura de outras culturas, bem como promover o acesso de documentos a leitores com dificuldades de locomoção. Podemos mesmo dizer, levar a informação a todos, independentemente de qualquer circunstância considerada como um obstáculo.
As Bibliotecas de hoje, são pois locais de práticas culturais diversificadas, locais de liberdade de expressão, sem nenhum tipo de limitações em que todos possam adquirir competências e aptidões e principalmente aprender a ser capazes de as aplicar.Assim devemos faze-las!

[1] - UNESCO – United Nations Educational , Scientific and Cultural Organization
IFLA – International Federation of Library Associations EBLIDA – European Bereau of Library, Information and Documentation Associations
BAD – Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas
INCITE – Associação Portuguesa para a Gestão da Informação
APDIS – Associação Portuguesa de Documentação e Informação de Saúde

sexta-feira, outubro 28, 2005

Bibliotecas Nacionais

Palavras Chave: Portugal; Rede Nacional de Bibliotecas Públicas; INE

Nos últimos 10 anos intensificou-se não só a quantidade mas também a qualidade de Bibliotecas Públicas em Portugal.

A Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, criada em 1987, inaugurou até Março de 2002 106 Bibliotecas em todo o país e os concelhos compreendidos pelo programa (RNBP) que datam de 2002 eram 209.

As condições das Bibliotecas melhoraram consideravelmente e consequentemente o número de utilizadores aumentou num país onde a leitura e a frequência a bibliotecas não são hábitos predominantes na população portuguesa.
Segundo estatísticas do INE (Instituto Nacional de Estatística – www.ine.pt ), no ano de 1987, em mil habitantes 158 eram leitores em bibliotecas e em 1996 este número subiu para 354.

Referências Bibliográficas:
Grão a Grão. Visão. [S.l: s.n.], 2002.

Por: Tânia Patrícia Silva Alves

segunda-feira, outubro 24, 2005

Uma Questão de Sobrevivência

Palavras Chave: Livrarias; concorrência de vendas; hábitos de leitura; APEL

A crise económica que se arrasta em Portugal ano após ano, não deixa indiferente a situação do livro e das livrarias.
As feiras do livro, a venda de livros nas grandes superfícies como os hipermercados, a Fnac, as novas tecnologias e a internet, têm sido as maiores causas de concorrência das livrarias tradicionais, a par desta situação junta-se o baixo poder de compra dos portugueses.

Segundo um estudo realizado em Março de 2004 pela APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros – http://www.apel.pt/), verifica-se que 90% das vendas de livros dizem respeito a pequenas e grandes superfícies livreiras, 35% a super e hipermercados, 26% nas feiras do livro, 9% nos clubes de livros, 5% por via postal , 3% porta a porta e finalmente 1% a alfarrabistas e internet.

Para além das causas de concorrência enumeradas anteriormente, alia-se o facto de Portugal ser um país de poucos hábitos de leitura, tal como se pode verificar através de inquéritos realizados aos portugueses pela APEL, dos quais se pode concluir que apenas 45% da população lê livros, isto porque os níveis económicos e culturais do nosso país são baixos.

Os portugueses que lêem muito constituem a chamada elite cultural, e normalmente são educados em famílias abastadas onde predomina o livro e o gosto pela leitura.
Esta situação pode explicar-se pelo facto destas famílias mais abastadas se concentrarem no litoral e onde se localizam a maior parte de livrarias.
Em contrapartida, existem concelhos que não têm uma única livraria e geralmente é nestes pequenos centros que se localiza a classe social com mais dificuldades económicas.

Referência bibliográfica:
Manual de Sobrevivência. «Jornal Expresso: cultura». (29 Jan. 2005).
Por: Tânia Patrícia Silva Alves

terça-feira, outubro 18, 2005

O que é o ponto de acesso público IPP?

No dia 13 de Outubro de 2005 foi inaugurado o ponto de acesso público IPP, no qual está disponível a rede de informação do Instituto Nacional de Estatística em bibliotecas do ensino superior. Este ponto de acesso resulta de uma parceria entre o Instituto Politécnico do Porto e o INE com o objectivo de disponibilizar a todos os utilizadores (internos e externos) dos Serviços de Documentação e Publicações – Biblioteca Central toda informação estatística oficial nacional.
Os SDP-BC disponibilizaram uma sala no 1º piso, na qual os utilizadores podem ter acesso: produtos em suporte papel, CD-ROM e Digital; toda a informação publicada no site do INE; destaques periódicos enviados pelo INE à Comunicação Social; dispõem de um telefone com ligação directa e gratuita ao INE para esclarecimentos adicionais e outros serviços de atendimento personalizado prestados pelo Instituto.


Ana Patrícia Pinto Pacheco

segunda-feira, julho 04, 2005

FAQ'S - Direitos de Autor

Um grupo de trabalho da Rede de Bibliotecas do IPP está a elaborar um trabalho sobre Direitos de Autor e Bibliotecas, sendo uma parte desse trabalho uma listagem de perguntas mais frequentes que os bibliotecários colocam no seu quotidiano, e para as quais serão encontradas respostas avalizadas. Esta a primeira versão da lsitagem de perguntas, sugestões são bem vindas.


1. O empréstimo domiciliário de materiais bibliográficos por uma biblioteca pode entrar em choque com alguma determinação do direito de autor?

2. Existe algum tipo de materiais bibliográficos que não possa ser objecto de empréstimo domiciliário?

3. Na minha biblioteca a fotocopiadora está em self-service, sendo portanto o leitor a tirar as suas próprias fotocópias, mas se este fotocopiar, por exemplo, um livro inteiro a biblioteca está a incorrer em alguma infracção?

4. A minha biblioteca tem alguns livros que vêm acompanhados de um CD-rom, mas como receio que este se extravie posso fazer uma cópia de segurança e emprestar a cópia e guardar o original?

5. A minha colecção de cassetes vídeo está em mau estado, e já não tenho equipamentos de leitura, posso fazer uma cópia destes vídeos para DVD?

6. Por cooperação inter-bibliotecas solicitámos e recebemos artigos de revistas em papel ou PDF para os nossos leitores, podemos guardar um cópia para a Biblioteca?

7. Uma biblioteca pode cobrar uma pequena taxa pelo empréstimo domiciliário de materiais bibliográficos?

8. Temos alguns livros com intensivamente consultados sendo ás vezes solicitado por mais de um utilizador simultaneamente, podemos fazer uma cópia destes livros só para uso interno?

9. Podemos ceder o login e password de acesso a determinadas bases de dados, de acesso pago, aos nossos leitores?

10.Se um leitor se ligar por VPN ao nosso sistema e a partir daí aceder a bases de dados de acesso pago estamos a infringir algum princípio legal?

11.Qual o numero máximo de páginas que o leitor pode fotocopiar de um livro?

12.Um artigo de uma revista com por exemplo 12 páginas pode ser todo fotocopiado por um leitor para fins de investigação e estudo?

13.Digitalizar páginas de um documento num scanner ou fotografar com uma câmara digital, é o mesmo que fotocopiar em termos de direitos de autor?
As teses de mestrado de professores da escola, bem como teses de bacharelato e licenciatura dos alunos são objecto de depósito na Biblioteca para consulta. Mas poderão ser ainda que parcialmente fotocopiadas?