quarta-feira, fevereiro 13, 2008

David Birmingham dá tonelada de livros a centro de estudos africanos

"O primeiro grande historiador da África lusófona, David Birmingham, doou recentemente a maior parte dos seus livros à Biblioteca Central de Estudos Africanos (BCEA), sediada no ISCTE, em Lisboa, com o qual colabora esporadicamente.David Birmingham, considerado o mais importante investigador na moderna historiografia angolana, escreveu pela primeira vez a história desse país de uma forma científica, até então a cargo de autodidactas, administradores coloniais e outros. A sua investigação teve a particularidade de incluir um novo olhar sobre os africanos, influenciando de forma determinante a formação de jovens investigadores de várias nacionalidades, que, a partir dos anos 60, começaram a dedicar-se à história das antigas colónias europeias.O historiador britânico colocou à disposição da BCEA mais de mil livros, à excepção de obras sobre Angola, sobre a qual se especializou. "Trouxemos de Inglaterra mais de uma tonelada de livros" conta, ao DN, Clara Carvalho, presidente do Centro de Estudos Africanos (CEA).A biblioteca teve também ajuda de Jorge Sampaio, que ofereceu outras centenas de obras sobre África, que foi recebendo como ofertas ao longo dos dois mandatos na Presidência da República.Neste momento, o centro lidera o projecto Biblioteca Central de Estudos Africanos, reunindo não só obras respeitantes aos países africanos lusófonos, mas de todo o continente. "Já temos oito mil livros com acervo alargado a todos os países africanos. O interesse é desenvolver exactamente a perspectiva não apenas das ex-colónias e da lusofonia, mas abrangendo os outros países", especifica, ao DN, o coordenador da biblioteca, Manuel João Ramos, lembrando a mais-valia que a biblioteca pode induzir, "evitando que os alunos tenham de se deslocar para França ou Inglaterra para prosseguir os seus estudos"."Este projecto é uma junção de intenções", faz notar Clara Carvalho. "Não envolve apenas o CEA do ISCTE, mas também centros sediados na Universidade do Porto, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e no Instituto Superior de Economia e Gestão."Connecting ÁfricaO centro vai entrar no projecto Connecting Africa quando arrancar a "criação de um acervo digital partilhável a nível internacional", realça a directora. Nesta rede europeia, especifica Clara Carvalho, estão articuladas bibliotecas e arquivos holandeses e belgas. Posteriormente, estas unidades ficarão ligadas em rede com as bibliotecas africanas onde tal for exequível, nomeadamente os maiores centros de promoção da investigação, como o CODESRIA, sediado em Dakar, no Senegal. A partir de Março, sustenta Clara Carvalho, será possível divulgar on-line as publicações do CEA, em particular a revista Cadernos de Estudos Africanos, além de se iniciar, também este ano, a publicação em Inglaterra de uma colecção monográfica dirigida pelo CEA, African Vistas, pela editora Sean Kingston."A investigação transformou-se. Dantes, faziam-se teses isoladas, mas agora começa a haver condições de investigação como só se via em países europeus. "Nos últimos cinco anos houve um grande salto qualitativo devido às bolsas da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) de pós-doutoramento", salienta por seu turno Eduardo Costa Dias, coordenador do mestrado e doutoramento em Estudos Africanos. O investigador sublinha que entre 1974 e meados dos anos 80 houve "um certo período de nojo" em relação a investigações sobre África, ou as ex-colónias, mas 1989 funcionou como o ano de arranque" para este tipo de trabalho. Que, desde então, não mais parou."
Fonte: http://dn.sapo.pt/2008/02/11/artes/david_birmingham_tonelada_livros_a_c.html

Exposição dedicada à Itália na Biblioteca Municipal - Bombarral

"É designada pelos seus habitantes como “Il Bel Paese”, e possui o maior património artístico do mundo, sendo ainda o país com maior número de lugares inscritos como Património Mundial da Unesco. Falamos da Itália, o país que depois da França, Suécia e Alemanha, está em exposição na Biblioteca Municipal do Bombarral no âmbito da actividade “Europa? Somos nós”.Até ao final de Fevereiro, a mostra é dedicada à nação onde nasceu a ópera, pela mão de Cláudio Monteverdi, o piano e o violino; o local de excelência da pintura, arquitectura e ciência renascentistas, com figuras incontornáveis como Leonardo Da Vinci, Michelangelo e Rafael Sanzio; o país conhecido mundialmente pela sua gastronomia, com destaque para as massas e pizzas, entre outras iguarias que o visitante da exposição poderá encontrar na ementa da “Pizzeria” da Biblioteca Municipal.Às crianças dos jardins-de-infância e escolas do 1º Ciclo do concelho será ainda contada o mito dos irmãos Remo e Rómulo, que terão sido criados por uma loba, a lenda da fundação da cidade de Roma.A exposição conta com o apoio da Embaixada de Itália, através do Instituto Italiano da Cultura e do ENIT – Agência Nacional do Turismo, que disponibilizaram brochuras sobre as 20 regiões italianas, livros e dvd’s sobre a Itália, mapas de Itália e cd’s de música italiana. A actividade “Europa? Somos nós” levou ainda a cabo neste mês sessões subordinadas aos temas “As Instituições da União Europeia “ e “Vamos descobrir… Bélgica, Bulgária, República Checa e Dinamarca”, numa iniciativa do Centro de Informação Europeia Jacques Delors."

Fonte: http://www.oesteonline.pt/noticias/noticia.asp?nid=18287

Biblioteca de 4,5 milhões abre só durante a tarde

"Apesar da pompa e circunstância na inauguração da nova Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, a 20 de Janeiro e na presença do primeiro- -ministro, o equipamento, desenhado por Siza Vieira e que custou 4,5 milhões de euros, funciona apenas à tarde, com a autarquia a dizer tratar--se de um "museu visitável".Os utilizadores, sobretudo jovens estudantes, é que não apreciam as condições actuais de funcionamento. "Cheguei às 09.00 e estava fechada, o que comprometeu todo o estudo que queria fazer. Tive de voltar à tarde e depois constatei que ainda não têm máquina fotocopiadora, ou seja, vim cá para nada", criticou Cláudia, estudante de 20 anos. A biblioteca, voltada ao rio Lima, está encerrada da parte da manhã e funciona apenas entre as 14.00 e as 19.00, de segunda a sábado. Também Daniel, 17 anos, estudante, residente em Viana e utilizador habitual da biblioteca discorda do horário. "Tenho aulas à tarde e só durante a manhã é que dá para vir para aqui, mas com este horário é impossível", critica.A autarquia diz compreender estes protestos, mas lembra que dos cem mil livros, que integravam o espólio nas anteriores instalações, ainda faltam transferir 57 mil. Também o material de áudio e vídeo está a ser montado e "há falta de pessoal", razões apontadas por Defensor Moura, presidente da autarquia, para justificar o funcionamento actual. "Contamos que passe a funcionar no período da manhã e à hora de almoço. Neste momento, o edifício está a funcionar mais como museu visitável do que propriamente como biblioteca", disse Defensor Moura. A autarquia pretende abrir concurso para a entrada de seis novos técnicos de forma a alargar o horário até às 22.00.As salas "inundadas" de luz natural, projectadas por Siza Vieira para a nova Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, abriram-se ao público a 20 de Janeiro, na presença de José Sócrates. Localizada no extremo nascente da nova Praça da Liberdade, em plena marginal, a nova biblioteca tem um volume elevado de 1850 metros quadrados, com um vazio central, no piso térreo. Esta característica, que serve de imagem de marca, permite a vista sobre o rio Lima a quem se encontra a norte da estrutura obtida pela elevação do primeiro andar, especialmente pensada por Siza Vieira. "Esta inauguração quer significar o elogio da arquitectura e do que pode fazer pelas cidades. Hoje temos bem consciência que o sucesso do País depende do sucesso económico das cidades", disse Sócrates. Com uma vista privilegiada, a biblioteca usa a luz natural de grandes janelas panorâmicas e clarabóias. À noite, as salas de leitura serão iluminadas por candeeiros anexados às estantes de livros especialmente desenhadas para o efeito."

Biblioteca assinala Dia dos Namorados

"A Biblioteca Pública Municipal vai assinalar o Dia dos Namorados, na quinta-feira, às 18 horas, com a iniciativa “Os Poetas Dizem o Amor…”. Poetas setubalenses, como Alexandrina Pereira, Fernando Paulino, Helena Sousa Freitas, Manuela Matos, Maria Clementina, Jorge Faria, José Raposo e Linda Neto, dizem poemas de amor, ao som de acompanhamento musical e de uma apresentação multimédia."

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Espólio de António Osório doado à Biblioteca Nacional

"O espólio literário de António Osório vai ser doado à Biblioteca Nacional (BN), anunciou a Biblioteca BN.
O termo de doacão será assinado na próxima quarta-feira pelo próprio poeta e o director-geral da BN, Jorge Couto.António Osório, 75 anos, publicou o primeiro livro de poesia, "A Raiz Afectuosa", em 1972. O poeta destacou-se também como jurista, tendo chegado a desempenhar o cargo de bastonário da Ordem dos Advogados entre 1984 e 1986."

Viagem ao Fantástico na Biblioteca Municipal D. Dinis

"Os amantes do fantástico não podem perder a iniciativa Funtasia 2008, promovida pela Biblioteca Municipal D. Dinis e que vai ser uma oportunidade única para partilhar ideias, experiências e a paixão pela literatura fantástica.
Filmes, Livros, Jogos, Comunidade de Leitores e uma Exposição, são as propostas da BMDD. Em todas as iniciativas a entrada é livre.

Funtasia 2008 começa a 7 de Fevereiro, às 18h30 com a inauguração da exposição que dá nome ao evento e que contará com a presença de um Necromante e de um Duende. Aqui estarão criadores e personagens que são a essência dos segredos do Universo da Fantasia. A exposição pode ser vista até 1 de Março.

Nos dias 19 e 26 de Fevereiro, vai ter lugar na Malaposta e na Biblioteca um jogo (LARP – Live action playing game) intitulado “O Mistério do Senhor Roubado”.

Trata-se de um jogo de acção em tempo real, onde os participantes “encarnam” uma personagem de um universo da fantasia. Mistérios com um “travo” a história local aguardam pelos mais destemidos, num mundo repleto de criaturas fantásticas que habitam o silêncio da noite… Este jogo destina-se a jovens a partir dos 18 anos e necessita de inscrição prévia.

Nos dias 16 e 23 de Fevereiro haverá demonstrações de Jogos de Tabuleiro, das 15h00 às 19h00.

No dia 29 de Fevereiro, às 21h30 Filipe Faria e Cátia Palha vão partilhar com o público o desafio da escrita. Filipe Faria uma revelação de destaque no panorama literário português, vencedor do Prémio Branquinho da Fonseca (2001) e do Prémio Matilde Rosa Araújo (2002). Cátia Palha é uma jovem escritora de Odivelas e que foi tema de capa da edição da passada semana do Nova Odivelas.

De 19 a 29 de Fevereiro, às 10h30 e 14h30 a Biblioteca recebe crianças do 1º e 2º ciclo do ensino básico para construírem história a partir do jogo de cartas “O mundo fantástico”.

E como os livros não podiam faltar de 19 de Fevereiro a 1 de Março vai ter lugar uma Feira do livro dedicada à literatura fantástica.

Moderada por Cátia Palha vai realizar-se uma Comunidade de Leitores, tendo um livro como ponto de partida, onde se exploram linguagens literárias, personagens, autores e enredos.

28 de Fevereiro: Os Túmulos de Atuan, de Ursula K. Le Guin.
13 de Março: Enigma na Escola de Feitiçaria, de Debra Doyle e James D. Macdonald.

27 de Março: Para além dos Bosques Profundos, de Paul Stewart e Chris Riddell.
Haverá ainda um Ciclo de Cinema Fantástico em parceria com a Malaposta que apresentará seis dos melhores filmes produzidos nos últimos anos. As sessões terão lugar na Malaposta e início às 21h00.

13 Fevereiro: As Crónicas de Nárnia – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, de Andrew Adamson
15 de Fevereiro: A Vila, de M. Night Shyamalan
20 de Fevereiro: Os irmãos Grimm, de Terry Gilliam
22 de Fevereiro: Dune, de David Lynch
27 de Fevereiro: A Princesa Monoke, de Hayao Miyasaki
29 de Fevereiro: À Procura da Terra do Nunca, de Marc Foster"
Fonte: http://www.novaodivelas.pt/sitemega/view.asp?itemid=526

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Pacotes de açúcar podem ser fonte de formação e informação

"São cerca de 300 pacotes de açúcar que compõem a mostra patente desde esta sexta-feira na Biblioteca Municipal de S. João da Madeira. “Didáctica dos pacotes de açúcar”, tal como o nome indica, pretende mostrar aos visitantes que um pacote de açúcar pode ter muito mais do que simplesmente…açúcar.
Para a maior parte das pessoas, um pacote de açúcar é unicamente um pequeno saco com açúcar que acompanha o café ou a meia de leite de todos os dias. Mas há quem veja muito mais do que isso naquele saquinho de conteúdo doce. Chamam-se periglicófilos. Ou apenas coleccionadores de pacotes de açúcar.
É precisamente o lado formativo e informativo dos pacotes de açúcar que o Clube de Coleccionismo Cambra (CCC) pretende mostrar na exposição que inaugurou esta sexta-feira na Biblioteca Municipal de S. João da Madeira, a primeira que organiza fora da freguesia onde está sedeado.
O convite para visitar a exposição, que se encontra no segundo andar do edifício municipal, é feito logo à entrada. O caminho é indicado por pacotes de açúcar colados ao chão. Um atrás do outro, escada acima, os pacotinhos levantam a curiosidade dos visitantes da biblioteca que não resistem a ver onde conduz aquela “adocicada” sinalização. Lá em cima, estão expostos mais de 300 pacotes de açúcar, distribuídos por 35 painéis.
Manuel Ferreira, presidente do CCC, explicou ao Labor que o objectivo desta exposição é “divulgar o coleccionismo e a vertente formativa e informativa que ele pode ter”. No caso concreto dos pacotes de açúcar, clarifica, essa vertente pode ser encontrada na forma de “mensagens, conselhos, imagens ou outros elementos”.
Entre os mais de 300 pacotes expostos, encontram-se alguns com mais de meio século. Estes, os mais antigos, veiculavam sobretudo mensagens publicitárias, estando, portanto, quase sempre associados a uma marca. Cerveja Super Bock, pasta medicinal Couto, Bic ou Real Companhia Velha são alguns dos exemplos presentes nesta exposição.
Para Manuel Ferreira, coleccionar estes pacotes que têm uma imagem associada a uma marca pode tornar-se uma actividade rentável. “Muitas destas marcas não guardam nenhum exemplar destes pacotes. Se um dia mais tarde, por algum motivo, pretendem incluí-lo no seu espólio é com aos coleccionadores que vão procurar”, afirma. E nestes casos, o valor de um simples pacote de açúcar pode ascender a valores muito altos.
Hoje em dia, o recurso a estes “instrumentos” como meio publicitário já não é tão comum. Cada vez mais encontramos nos pacotes de açúcar mensagens de alerta, conselhos e informações úteis como é exemplo a campanha sobre o cancro lançada pelo Instituto de Oncologia do Porto (IPO).
De ajuntadores a coleccionadores
A exposição patente na Biblioteca Municipal conta com colecções de alguns membros do CCC, com particular destaque para Carlos Pina Sousa, sócio-fundador do clube e comissário da mostra. Dentista de profissão, este coleccionador de pacotes começou por ser, como a maioria dos coleccionadores, um ajuntador de pacotes. O bichinho apareceu em 1988. Hoje, 20 anos depois, Carlos Pina Sousa tem uma colecção que ultrapassa os 24 mil exemplares e abrange diferentes temáticas.
Já Manuel Ferreira dedica-se sobretudo a uma temática: a heráldica. Apaixonado pelo estudo dos brasões, este coleccionador de pacotes de açúcar – e mão só - lançou em Maio de 2007, no II Encontro Nacional de Cambra, uma colecção de saquinhos com as heráldicas de todas as freguesias de Vale de Cambra. Para o III Encontro, que se realiza a 24 de Maio deste ano, está já previsto o lançamento de mais uma colecção de pacotes de açúcar também com a temática da heráldica.
Porquê S. João da Madeira
Fundado em 2006, o CCC conta actualmente com 17 associados de várias áreas do coleccionismo, como a filatelia, a numismática, a periglicofilia ou a heráldica. Desde a sua fundação, o clube realiza anualmente encontros de coleccionismo. Mas a mostra agora patente na Biblioteca Municipal é a primeira que acontece fora das fronteiras de Vale de Cambra. Ao LABOR, Manuel Ferreira explicou que a escolha de S. João da Madeira não foi fortuita. “Queríamos, enquanto clube, mostra o nosso reconhecimento a uma entidade criadora de material coleccionável”, disse, referindo-se à colecção didáctica de pacotes de açúcar lançada pelo município a propósito da iniciativa “Poesia à Mesa”. “è uma forma de juntar essa colecção ao nosso espólio”, concluiu o presidente do CCC.
A mostra estará patente até ao dia 16 de Fevereiro"

Arquitectura: Espólios de Raul Lino e Cristino da Silva na Net

"A Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian disponibiliza a partir da próxima quinta-feira a consulta on-line dos espólios dos arquitectos Raul Lino e Cristino da Silva, com 19 mil desenhos relativos a 781 projectos.
Os espólios do Raul Lino (1879-1974) e Cristino da Silva (1896-1976) foram doados pelas respectivas famílias à Fundação Gulbenkian na década de 80.
Além dos 19 mil desenhos relativos a 667 projectos de Raul Lino e 114 de Cristino da Silva, será disponibilizada documentação que inclui memórias descritivas, fotografias, correspondência e recortes de imprensa.
A consulta poderá ser feita através do catálogo da Biblioteca de Arte, no site www.biblarte.gulbenkian.pt, pesquisando pelo título ou tipologia do projecto, pelo local ou pela data.
Este trabalho vai ser apresentado no decorrer de um seminário a realizar na próxima quinta-feira, dia 14, na Gulbenkian, com a participação de vários especialistas envolvidos no projecto que vão enquadrar e explicar a importância desta obra para o estudo da história da arquitectura.
Luís Cristino da Silva nasceu em Lisboa, filho e neto de pintores. Partiu para Paris em 1920 para se aperfeiçoar profissionalmente, depois de ter feito o curso de arquitectura na Escola de Belas Artes de Lisboa.
Regressou a Lisboa em 1924, tendo iniciado em 1925 o projecto do cine-teatro Capitólio, no Parque Mayer, actualmente classificado como Imóvel de Interesse Público.
O arquitecto Raul Lino estudou na Inglaterra e na Alemanha e a sua obra arquitectónica inclui a casa Montsalvat, a casa dos Patudos, em Alpiarça (1904), a casa do Cipreste, que projectou para a sua habitação, em Sintra (1913), a loja Gardénia, no Chiado (1917), e a Loja das Meias, no Rossio (1931), entre muitos outros edifícios emblemáticos"

Livros: 500 raras espécies bibliográficas em leilão no Porto

"A Livraria Manuel Ferreira vai leiloar no próximo dia 16, no Porto, o recheio de uma biblioteca particular que integra cerca de 500 «raras primeiras edições» e quase um milhar de cartas de José Régio e Abel Salazar.
Em declarações à Lusa, Herculano Ferreira, sócio-gerente da livraria Manuel Ferreira, afirmou que a colecção integra «uma enorme percentagem das peças mais raras da literatura portuguesa».
«São quase todas peças preciosas, de extrema raridade» que já estão a motivar o interesse de livreiros de vários países da Europa, além dos portugueses, frisou o responsável.
Herculano Teixeira escusou-se a identificar o proprietário desta biblioteca, a pedido do mesmo, mas referiu tratar-se de «uma pessoa que dedicou parte da sua vida e recursos à sua biblioteca».
«Um leilão é o culminar da vida de coleccionador. É a cereja em cima do bolo e o reconhecimento de uma vida de paixão», disse Herculano Ferreira, frisando ser esta «a melhor forma de garantir que os seus objectos de paixão ficam nas mãos de quem sabe dar-lhes o valor».
A opção pelo leilão prende-se também com o facto desta ser a melhor forma de obter o real valor de mercado das obras, já que os leilões são frequentados «pelas pessoas que mais apreciam e valorizam os livros», acrescentou.
A publicação de um catálogo, é também considerada por Herculano Ribeiro como a «melhor maneira de fazer perdurar a colecção».
«Mesmo que fique dispersa por vários coleccionadores, ela poderá sempre ser consultada neste catálogo», frisou.
O primeiro lote do leilão será constituído por «um precioso conjunto» de 888 cartas autografadas, onde se incluem alguns bilhetes-postais, todos dirigidos pelo poeta José Régio ao também poeta e seu amigo Alberto de Serpa, (algumas com desenhos de José Régio).
Nesta correspondência são tratados «importantes assuntos de natureza literária», relacionados, nomeadamente, com a publicação de livros de ambos.
Trata-se de um lote considerado de «particular importância para a história da publicação da revista Presença e outras», sustentou Herculano Ribeiro.
No segundo lote serão apresentadas sete cartas autografas de Abel Salazar.
Do leilão constam ainda «muito raras primeiras edições de obras», cujos autores vão de Almeida Garrett a Miguel Torga, passando por, entre muitos outros, Alexandre Herculano, Camilo Castelo-Branco, Antero de Quental, Guerra Junqueiro, Eça de Queirós, Wenceslau de Morais, Eugénio de Castro, Teixeira de Pascoais, Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, José Régio, António Botto e Almada Negreiros.
Muitas destas obras, afirmou Herculano Ferreira, incluem «valiosas dedicatórias» dos autores.
Será ainda leiloada uma fotografia original de Wenceslau de Morais.
As obras estarão expostas no salão da Junta de Freguesia do Bonfim dia 15, das 15:00 às 18:00 e dia 16, das 10:00 às 12:00.
O leilão decorrerá no mesmo espaço, dia 16, a partir das 15:00.
O catálogo deste leilão está disponível em http://livrariamanuelferreira-leiloes.blogspot.com."

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Ano Europeu do Diálogo Intercultural" na Biblioteca Municipal de Espinho- MÊS DA CHINA

O mês de Fevereiro será dedicado à República Popular da China.

Foi Inaugurada a exposição "A China através dos seus jogos e brinquedos" de A. E. Maia do Amaral e estará patente ao público até dia 29 de Fevereiro.

Apresentado o bailado "Quebra-Noz", com danças chinesas pela Academia de Bailado Adriana Domingues de ESPINHO.

Loulé: Actividades no Centro de Documentação

"Ao longo do mês de Fevereiro, o Centro de Documentação da Divisão de Cultura e História Local da Câmara Municipal de Loulé prossegue com as suas actividades culturais. No dia 9 de Fevereiro decorre a actividade “A ideia é… pôr toda a gente a escavar”, na qual pode participar toda a população, desde que tenha a vacina do tétano em dia. Estas escavações arqueológicas decorrem das 09:30 às 12:30 horas, na Casa das Bicas. “Bernardo Lopes: uma figura multifacetada” é o tema de mais um “Laboratório da Memória”, coordenado por Luís Guerreiro, que vai realizar-se na Alcaidaria do Castelo, no dia 18, pelas 18:00 horas. Bernardo Lopes, considerado por muitos como o "pai dos pobres", foi um médico que ficará para sempre na memória dos louletanos pois não se coibia de oferecer consultas e remédios grátis a todos aqueles com menos recursos financeiros. Pelos serviços que prestou em prol da saúde pública foi condecorado com o Grau de Comendador da Ordem de Benemerência nos anos 50 do século XX. O programa do Centro de Documentação para o mês de Fevereiro integra ainda um espectáculo de música no Castelo, que tem lugar a 23 de Fevereiro, pelas 16:00 horas, no espaço da Alcaidaria, com a actuação do Grupo SFARDIM (música sfardita e galaico-portuguesa). "

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

SEMINÀRIO: O SOFTWARE LIVRE E OS PROFISSIONAIS DA INFORMAÇÃO

Divulgação da BAD:

Lisboa, 12 de Fevereiro de 2008

A Secção Tecnologias da Informação da BAD, vai realizar um Seminário, no próximo dia 12 de Fevereiro, pelas 09h 45m, no Anfiteatro 3 da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, na Alameda da Universidade em Lisboa.
Solicitamos a todos os colegas interessados em participar, o preenchimento do boletim de inscrição enviando-o para o Centro de Formação da BAD, por Fax nº 218154508 ou através do preenchimento de formulário on-line.
Para mais informações consulte a nossa página
A participação na sessão é gratuita. (As inscrições são limitadas à capacidade da sala)

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Biblioteca itinerante percorre concelho

"A Biblioteca Municipal de Aguiar da Beira tem uma carrinha que percorre todas as aldeias do concelho, chamada de Biblu, com o objectivo de recriar os "bons hábitos de leitura" dos tempos das bibliotecas itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian.
"A ideia de biblioteca itinerante ainda faz parte das memórias dos mais velhos: o tempo em que carrinhas da Fundação Calouste Gulbenkian percorriam as mais recônditas aldeias, levando histórias e aventuras, em forma de livros", refere uma nota da autarquia.
Até agora, a Biblu visitava apenas as escolas do primeiro ciclo do ensino básico e os jardins-de-infância, mas actualmente está disponível ao público em geral, em todas as freguesias."

III Jornadas de Saúde e Bem-estar em Albufeira

"No âmbito do projecto “Clube Avô”, a Biblioteca Municipal de Albufeira acolhe, no dia 29 de Fevereiro, uma palestra dedicada ao Dia Nacional de Luta Antipatriotismo ou Saúde Comunitária, integrada nas III Jornadas de Saúde e Bem-estar. Refira-se, a autarquia tem promovido, no âmbito do projecto “Clube Avô”, diversas palestras no campo da saúde para a terceira idade, integradas nas Jornadas de Saúde e Bem-estar. As palestras realizam-se mensalmente ao longo do ano, na Biblioteca Municipal de Albufeira, às sextas-feiras. Estas acções dirigem-se à população em geral, com especial enfoque para a população sénior do concelho e para técnicos de lares e instituições ligadas à terceira idade. Os interessados podem inscrever-se nas Juntas de Freguesia, na Divisão dos Assuntos Sociais da Câmara Municipal de Albufeira e no próprio local da palestra [...]. "

Livro sobre música religiosa lançado na Biblioteca Nacional

"A obra «Motetes Polifónicos de Goa para a Semana Santa (sécs. XIX-XX)», sobre uma prática musical em risco de desaparecimento, vai ser lançada quinta-feira na Biblioteca Nacional, em Lisboa.
A apresentação desta obra, com chancela da editora Caleidoscópio, será feita pelo musicólogo Rui Vieira Nery.
«Motetes Polifónicos de Goa para a Semana Santa» resultou de um levantamento efectuado pelo musicólogo Manuel Morais, entre 1996 e 1997, em Goa, no Arquivo do Paço Patriarcal, na Sé Velha de Goa, no seminário de Rachol, e em Damão.
Foram recolhidas mais de 100 obras e foram feitas gravações pelo coro que acompanhou a investigação.
O livro, que será lançado em edição bilingue português/inglês, está dividido em duas partes e contém na primeira secção um estudo crítico e na segunda parte apresenta em partitura cinco das obras recolhidas.
Os motetes, trechos de música religiosa que se cantam na Semana Santa, são compostos maioritariamente por autores desconhecidos, desde finais do século XIX até à actualidade.
São utilizadas técnicas de composição europeias, mas com características específicas, como por exemplo a utilização do concanim a par do latim nos textos das obras.
Esta prática musical corre no entanto risco de desaparecimento, «por razões que vão desde os novos regulamentos litúrgicos e falta de edições modernas à contínua redução do número de católicos, principalmente em Goa», segundo uma nota da Biblioteca Nacional.
Manuel Morais, fundador do grupo Segréis de Lisboa, tem feito investigação e recuperação de práticas musicais e publicou diversos estudos e edições de música antiga portuguesa. "

Alice Vieira fala sobre hábitos de leitura

"Escritora Alice Vieira está amanhã em Cantanhede. Durante todo o dia vai estar à conversa com alunos da escola básica da cidade e de estabelecimentos de ensino da Tocha e Febres. O objectivo é incutir hábitos d leituraA biblioteca municipal de Cantanhede propõe para amanhã, um “Encontro com… Alice Vieira”. A escritora lisboeta vai reunir-se com os jovens e menos jovens para falar sobre leitura e os hábitos de leitura. A iniciativa, segundo o departamento de Cultura autárquico, é promover a troca de ideias sobre os livros, quem escreve e quem lê.Ao longo de todo o dia Alice Vieira vai estar em três encontros de forma a chegar a todos os diferentes públicos. Os dois primeiros momentos de reflexão são destinados aos alunos do 6.º ano das escolas do concelho de Cantanhede, que estão a estudar uma obra da escritora. Às 10h00, os alunos da escola EB 2+3 de Cantanhede são os primeiros a estar com Alice Vieira., e às 15h00 é a vez de os alunos de Febres e da Tocha partilharem opiniões com a autora da obra que estão a analisar nas suas aulas.O dia de Alice Vieira termina à noite, por volta das 21h30, altura em que tem o terceiro encontro com o Clube de Leitura da Biblioteca, um grupo de mais de uma dezena de pessoas que reúne quinzenalmente para discutir as mais variadas obras literárias.Esta última reunião, refira-se, é, também, aberta a todo o público interessado em conhecer melhor esta conceituada autora.E porque é, efectivamente, uma escritora reconhecida internacionalmente, em jeito de apresentação pode dizer-se que a primeira publicação de Alice Vieira data de 1979. Desde essa data tem publicado variados livros direccionados sobretudo para crianças e jovens e, actualmente, é considerada uma das mais importantes escritoras portuguesas de literatura infanto-juvenil.Precisamente pela sua importância, as obras de Alice Vieira estão editadas, também, no estrangeiro e traduzidas em várias línguas. Mais de 30 anos depois do lançamento do primeiro livro, a escritora (que também foi jornalista no início dos anos 70) contabiliza no seu currículo mais de meia centena de títulos publicados.Currículo que conta com os mais variados prémios, com destaque para o Grande Prémio Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra, em 1994, mas antes, em 1979, já tinha recebido o Prémio de Literatura Infantil Ano Internacional da Criança com “Rosa Minha Irmã Rosa”, e em 1983 “Este rei que eu escolhi”, valeu-lhe o prémio Calouste Gulbenkian de Literatura.A culminar o seu vasto currículo, Alice Vieira foi indicada pela secção portuguesa do International Board on Books for Young People (IBBY) como candidata portuguesa ao prémio Hans Christian Andersen, um dos mais prestigiados galardões internacionais no domínio da literatura infanto-juvenil. "

FEIRA DO LIVRO PORTUGUÊS: OITENTA POR CENTO DOS LIVROS TÉCNICOS JÁ FORAM VENDIDOS

"Nos primeiros dias da XXIII edição da Feira do Livro Português em Cabo Verde, que decorre na cidade da Praia até ao 02 de Fevereiro na Biblioteca Nacional, mais de 80 por cento dos livros técnicos e infantis disponíveis foram vendidos de sexta a segunda-feira. Este dado foi avançado à imprensa, na manhã desta terça-feira, pelo presidente do Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, Joaquim Morais. De acordo com esse responsável, este ano, a Feira do Livro Português foi reforçada em 50 por cento nos dicionários, sendo que até ao momento foram vendidos mais de 60 por cento do total, ou seja, mais de dois terço da Feira já foi adquirida. Mesmo assim, comparada com os anos anteriores, Morais adiantou que a afluência foi fraca. Um facto que a organização já esperava, porque este ano por razões de agenda a Feira teve de abrir antes do fim do mês.Depois da capital do país, a Feira segue para São Vicente a 09 de Fevereiro, devendo permanecer em Mindelo por uma semana. No final da segunda semana de Março, a cidade de Assomada acolhe a Feira do Livro Português. Paras as restantes ilhas do arquipélago, o calendário da realização do evento não está ainda definido. "

terça-feira, janeiro 15, 2008

Comissão Européia aceita projectos em Tecnologias da Informação e das

A Comissão Europeia divulgou o prazo e o tema central dos projectos que serão aceites pelo 7 º Programa Marco da União Europeia para o Desenvolvimento da Pesquisa e da Tecnologia (FP7).
As propostas sobre Tecnologias da Informação e das Comunicações, dentro do programa específico "Cooperação", serão aceites até o próximo dia 8 de Abril.
Entre os subtemas aceites estão: sistemas cognitivos, interação e robótica; bibliotecas digitais e conteúdos; tecnologias futuras e emergentes; e acções de apoio horizontal.
Mais informações em:

Biblioteca da Universidade de Aveiro expõe equipamentos para pessoas com necessidades especiais

"Chama-se «Biblioteca Aberta do Ensino Superior (BAES) - equipamento, software e conteúdos para pessoas com necessidades especiais», é uma exposição organizada pelos Serviços de Documentação da Universidade de Aveiro.
Esta mostra tem por objectivo dar a conhecer um conjunto de recursos bibliográficos, materiais informáticos e equipamentos mecânicos, de aquisição recente, alguns pouco conhecidos, e pode ser visitada ao longo desta semana (de 14 a 19 de Janeiro) na Sala Hélène de Beauvoir - Biblioteca da UA entre as 10h00 e as 12h00 e as 14h00 e as 17h00.Esta exposição permite apreciar ou experimentar equipamentos para utilizadores invisuais ou com baixa visão (lupa para amblíopes, impressora e linha Braille); equipamentos mecânicos concebidos para pessoas com necessidades especiais (equipamento para virar páginas e braço articulado, entre outros); computadores para acesso aos conteúdos digitais com software específico para servir utilizadores com dificuldades de visão ou outras; digitalizador planetário para livros a cores, ergonomicamente construído para possibilitar o acesso a pessoas com necessidades específicas.Produzidos no âmbito de um projecto em parceria com nove universidades portuguesas designado BAES, os conteúdos em Braille, em registos sonoros e em texto digital, estão disponíveis a alunos com necessidades educativas especiais das respectivas universidades. O acesso aos conteúdos da Universidade de Aveiro é efectuado através do catálogo bibliográfico ou do repositório SInBAD. É objectivo futuro do BAES integrar novos públicos, através de novas possibilidades de colaboração ou de protocolos com instituições."

A vida e a obra de um agitador cultural na Net

"Vão-me acusar de privilegiar certas coisas. Mas foi o que vivi com ele durante 22 anos... o mixed media, as polémicas... O neo-realismo já não é comigo", remata a sorrir Isabel Alves. As "coisas" a que se refere são os documentos que guarda em casa: um imenso manancial de informação sobre a vida cultural portuguesa, sobretudo entre as décadas de 60 e 80. E muitas das obras do seu marido, Ernesto de Sousa, falecido há 20 anos. "Coisas" que já serviram de fonte a teses de mestrado e doutoramento, e que agora estão disponíveis online em www.ernestodesousa.com.
Com apresentação amanhã em Lisboa, no Espaço Avenida (18.30) - ocasião em que será também lançado o livro 15 Anos da Bolsa Ernesto de Sousa e anunciado o vencedor deste ano -, o site servirá "para dar ideias e pistas, mas há ainda muito trabalho a fazer sobre o Ernesto. Falta publicar muita coisa", considera Isabel Alves.
Sendo coordenadora da Colecção Berardo desde 2000, conhece bem os meandros da inventariação e catalogação de arquivos. Mas neste caso fez tudo a partir de casa e por conta própria, nos últimos três anos, com a ajuda do webdesigner Marco Reixa.
Na década de 90, os protocolos com a Biblioteca Nacional, Cinemateca/ ANIM e Arquivo Nacional de Fotografia repartiram por estas entidades parte significativa do acervo. No entanto, tratando-se de uma personalidade tão polifacetada como Ernesto, que se auto-definia como "operador estético", muitas mais "coisas" ficaram "à espera de que alguma instituição se interesse", conta a viúva.
Nesse imenso rol estão, por exemplo, livros, catálogos e revistas desde a década de 30, dois mil cartazes, os estudos que Ernesto de Sousa fez sobre Almada Negreiros, cerca de oito mil fotografias e slides e as suas obras de arte mixed media.É parte disso, a par da biografia do autor e da informação relativa à bolsa que em 1992 foi criada em seu nome, que está a ser disponibilizado num site que deverá crescer. Através de imagens e excertos de textos, ganha, assim, forma o Centro de Estudos Mixed Media (CEMES), velho sonho de Isabel Alves.
"Comecei a tratar disso há cerca de dez anos", conta ao DN. "No tempo em que João Soares era presidente da Câmara de Lisboa, houve negociações para se levar tudo para a futura Biblioteca Central, no vale de Santo António, mas não ficou nada escrito. A biblioteca ainda não se fez e, até agora, ainda ninguém se mostrou interessado neste espólio", diz.
"O que me preocupa, porque não tenho condições, é a conservação", admite a viúva. "Com tantos empréstimos, os documentos vão-se perdendo ou estragando. E eu própria já fui roubada, ainda há tempos me assaltaram o carro e levaram 800 slides do [artista e compositor] João Paulo Feliciano", lamenta.Graças ao site e à publicação do livro sobre a bolsa ("que possibilitou a introdução de novos dados"), homenageia-se a vida e obra deste pioneiro português da arte multimédia.
E o plágio na Net? "O Ernesto nunca teve essas preocupações, sempre teve ideias a mais para dar a toda a gente! Espero que isto tenha feedback e que as pessoas o descubram e o leiam", responde Isabel Alves."

“Baú da Biblioteca” divulga obras literárias

"Os alunos das escolas do 1º ciclo de Orjais e Vale Formoso, concelho da Covilhã, são os primeiros a integrar a segunda fase do projecto "Baú da Biblioteca", que pretende levar ao palco uma obra literária.
Amanhã, os alunos do 4º ano das escolas de Orjais e Vale Formoso vão representar, entre as 9h30 e as 11h00, o conto "Era uma boa combinação", da obra "Ler, Ouvir e Contar", de António Torrado. As representações irão decorrer até ao final de Fevereiro.Nesta segunda fase do projecto, propõe-se aos alunos do 4º ano das escolas do 1º ciclo que elaborem a dramatização de uma história de um livro por eles escolhido de entre todos os que se encontram "no fundo do baú", adianta a Câmara em comunicado. Recorde-se que a primeira fase do "Baú da Biblioteca" teve como objectivo promover a leitura e o desenvolvimento cultural, tendo sido distribuídos cinco baús – um por cada agrupamentos de escolas do 1º ciclo do concelho. "

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Na futura Biblioteca Municipal de Setúbal será criado o núcleo Mário Ventura

"A Autarquia setubalense aprovou a criação, na futura biblioteca pública municipal, do núcleo Biblioteca Mário Ventura, composto pelo acervo que recebeu do jornalista e escritor, por testamento.
A Câmara Municipal de Setúbal aprovou uma proposta de aceitação do espólio do fundador do festival de cinema Festroia, constituído por dezenas de milhares de livros, manuscritos, notas e objectos pessoais e de trabalho. De acordo com a proposta, o espólio, após inventariação e selecção, será instalado numa ou mais salas devidamente sinalizadas e individualizadas da futura biblioteca pública municipal. Ficou ainda determinado que a Câmara Municipal promoverá, por ocasião da inauguração das instalações, uma reunião pública de homenagem a Mário Ventura, para a qual se constituirá uma comissão que integrará “relevantes personalidades nacionais e estrangeiras ligadas por amizade e cultura” ao “pai” do Festroia. Foi ainda aprovado propor à Comissão de Toponímia que o nome de Mário Ventura figure numa das ruas da cidade."

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Code4Lib Journal - número 1

Editorial Introduction — Issue 1Jonathan Rochkind
Articles---------
Beyond OPAC 2.0: Library Catalog as Versatile Discovery PlatformTito Sierra, Joseph Ryan, and Markus Wusthttp://journal.code4lib.org/articles/10
Facet-based search and navigation with LCSH: Problems and opportunitiesKelley McGrathhttp://journal.code4lib.org/articles/23
The Rutgers Workflow Management System: Migrating a Digital ObjectManagement Utility to Open SourceGrace Agnew & Yang Yuhttp://journal.code4lib.org/articles/25
Communicat: The Next Generation Catalog That Almost Was…Ross Singer
http://journal.code4lib.org/articles/24
Connecting the Real to the Representational: Historical DemographicData in the Town of Pullman, 1880-1940Andrew H. Bullenhttp://journal.code4lib.org/articles/29
Book Reviews------------
BOOK REVIEW: The Success of Open Source by Steven WeberEric Lease Morganhttp://journal.code4lib.org/articles/30
Column------------
COLUMN: 700 Dollars and a Dream : Take a Chance on Koha, There's VeryLittle to LoseBWS Johnsonhttp://journal.code4lib.org/articles/28
Call for Papers---------------

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Braga recorda Miguel Torga

"A Biblioteca Pública de Braga (BPB), unidade cultural da Universidade do Minho, inaugura amanhã, dia 10 de Janeiro, uma exposição comemorativa do centenário do nascimento de Miguel Torga (1907-1995). Trata-se de um projecto da Direcção Regional de Cultura do Norte, organismo do Ministério da Cultura, sedeado em Vila Real.
A mostra é composta por um vasto conjunto de painéis que retratam a vida e obra de Torga e inclui excertos do próprio autor no painel da cronologia, enquadrando situações, revelando momentos e lugares, e conduzindo ao «caminho da leitura», diz o comissário da exposição, Carlos Mendes de Sousa, professor do Instituto de Letras da Universidade do Minho, considerando- a um ponto de partida para um conhecimento efectivo da obra torguiana.
Para além da biografia exibida cronologicamente e ilustrada com iconografia, surgem ainda três painéis temáticos (“Retrato”, “O chão e o verbo I”, “O chão e o verbo II”), que apresentam alguns testemunhos e depoimentos críticos sobre Torga.
No centro do Salão Medieval, o visitante encontrará uma estrutura onde poderá apreciar manuscritos originais do autor, cartas de alguns dos mais importantes vultos da literatura portuguesa, recortes Biblioteca Pública de Braga recorda Miguel Torga de jornais e revistas que se referem ao autor, peças de um processo da PIDE, revistas e jornais em que Torga colaborou, as primeiras edições dos seus livros, algumas traduções e objectos de uso pessoal (a caneta, o relógio, documentos), para além da secretária do seu consultório e da máquina de escrever.
Um busto da autoria de Luís Fernandes e dois retratos, pintados por Guilherme Filipe e Isolino Vaz completam a exposição. Num outro espaço podem ser vistos dois filmes sobre Torga. A inauguração está agendada para as 21h30, numa sessão para a qual está convidada a Directora Regional da Cultura do Norte, Helena Gil.
Na altura, o comissário da exposição guiará uma visita, ao que se seguirá um recital de poesia torguiana, por José Manuel Mendes. A exposição estará patente das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30, durante os dias úteis. Paralelemente, haverá um conjunto de iniciativas, a primeira das quais uma conferência, no dia 17 de Janeiro, às 21h30, por Luís Mourão, professor da Escola Superior de Educação de Viana do Castelo, subordinada ao tema “Torga: o legado como problema.”.
No dia 23 Janeiro, Sara Reis da Silva, professora do Instituto de Estudos da Criança da Universidade do Minho, apresentará, a partir das 18h00, o tema “Respiro o ar peninsular: Miguel Torga e a identidade ibérica”. No dia 31 Janeiro, às 21h30, tem lugar um Recital pelo Sindicato de Poesia. Carlos Mendes de Sousa falará sobre o tema “Miguel Torga: um retrato inacabado” numa conferência, no dia 7 Fevereiro, com início às 21h00. [...]."

terça-feira, janeiro 08, 2008

Legado do fotógrafo Américo Augusto Ribeiro é preservado e digitalizado na Casa Bocage

"A Setúbal antiga não seria tão conhecida tal como é, caso não tivesse existido um fotógrafo chamado Américo Augusto Ribeiro. Falecido há 15 anos, com 86 de idade, deixou um legado valiosíssimo, objecto de preservação e digitalização no arquivo municipal fotográfico Américo Ribeiro, na Casa Bocage
Observar e interpretar as imagens captadas pelas objectivas fotográficas das máquinas de Américo Ribeiro é, antes do mais, um duro exercício de memória, não ao alcance de muitos, mesmo entre pessoas de meia-idade.
O antes e o depois desta cidade e concelho, só podem mesmo ser comparados graças às imagens conseguidas pelas objectivas de Américo Ribeiro, porque são esses documentos fotográficos que retraram literalmente o que era, e como era esta cidade, durante a maior parte do Século XX.
E é esse trabalho, de recuperação e preservação de todo o vasto espólio fotográfico, que está sendo desenvolvido desde há sete anos na Casa Bocage. “Entre 2000 e 2003, foi realizada a primeira etapa do trabalho de conservação, com a observação e pré-inventário”, começou por explicar a «O Setubalense» Bruno Ferro, técnico responsável por este arquivo municipal.
“A partir desse estudo, ficamos a saber exactamente os tipos de processos fotográficos e suas quantidades, o que permite delinear planos de tratamento a aplicar a cada uma das tipologias”, sendo que existem neste espólio, composto por 142 mil espécimes fotográficos, entre outros, negativos em gelatina em vidro, negativos em película de acetato de celulose a preto e branco, negativos em nitrato de celulose e provas foto-mecânicas. “Cada material requer o seu tratamento”, esclarece o técnico.
A par do trabalho técnico, a memória dos voluntários deste projecto é factor essencial, para identificar locais e confirmar datas. Raul Gamito Gomes, José Manuel Pedrosa e Rogério Vaz de Carvalho são os voluntários encarregues de observar fotos e identificá-las, através do computador. Este projecto de recolha de memórias resulta de uma parceria do Arquivo Municipal Fotográfico Américo Ribeiro e do Museu do Trabalho Michel Giacometti, e encontra-se em fase de planificação.
Paralelamente, Alberto Sousa Pereira, também voluntário, faz tratamento de dados, informatizando os livros de registo de Américo Ribeiro e inserido na base de dados, as fichas de pré-inventário. Também foi constituído um centro de recolha de memórias orais a partir das imagens. “Nesse sentido, foi integrado no grupo de voluntários a socióloga Edite Barreira”, explicou Bruno Ferro. Este projecto conta ainda com o trabalho da antropóloga Maria Miguel Cardoso.
“Todos os trabalhos de conservação e descrição nesta colecção fotográfica, euquadram-se no duplo objectivo deste arquivo municipal, e que são a preservação dos espécimes fotográficos, e a garantia da correcta acessibilidade das imagens por parte do domínio público”, resume o técnico.
SENHOR Este fotógrafo, de baixa estatura mas grande em personalidade e profissionalismo, nasceu em Setúbal a 1 de Janeiro de 1906, teria completado há dias 102 anos de idade. Faleceu a 10 de Julho de 1992, com 86 anos. Deixou viúva, a dona Ernestina, que acabaria por falecer pouco tempo depois. O casal não deixou um único filho.
Enquanto profissional, manteve durante décadas o estabelecimento comercial, a célebre Foto Cetóbriga, no Largo da Conceição, n.º 9, loja que pontualmente fechava porta sempre que Américo Ribeiro precisa de fotografar no exterior. O casal residia num primeiro andar, mesmo ao lado, na Rua Afonso Palla.
Dizem os registos sobre este vulto setubalense que a sua primeira máquina fotográfica custou-lhe 60 escudos, há cerca de 80 anos. Mais do que um simples comerciante de produtos fotográficos, Américo Augusto Ribeiro foi um eterno amante pela arte que abraçou. E essa paixão permitiu termos herdado um espólio fotográfico de que Setúbal e os setubalenses bem se podem orgulhar.
Teodoro João "

Cantar os Reis na Biblioteca

"Alunos da Universidade do Minho ouvem cantar os Reis na sua Biblioteca Geral, no Campus de Gualter.
A Biblioteca Geral da Universidade do Minho em Gualtar (Braga) convidou o Coro Académico da mesma Universidade para cantar os Reis aos seus leitores esta segunda-feira, dia 7 de Janeiro, pelas 19 horas. Programa Somebody's Knocking - Espiritual / arr.: Jeff Guillen
Noël - Jean Bouvet Pilgrim - Enya / adapt. coral e orq.: Rui Paulo Teixeira
Natal de Penamacor - Popular / arr. coral: Joaquim Fidalgo
Do varão nasceu a vara - Popular / harm. coral: F. Lopes-Graça
My Love is like a red, red Rose - Bill Douglas
Ámen - Espiritual / arr.: Norman Luboff"

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Aprender o mundo pelos dedos

"Dia Mundial do Braille
Aprender o mundo pelos dedos
Com celebração a 4 de Janeiro [hoje], o Braille é cada vez mais reconhecido como um ferramenta indispensável para quem é portador de deficiência visual. Ainda assim só uma minoria se rendeu a este recurso. O Paulo é apenas um exemplo dos que diariamente dependem deste alfabeto para perceber o mundo que os rodeia.As instituições de apoio ao deficiente visual lamentam que a sociedade ainda apresente muitas carências no que toca ao braille e apelam aos governantes que fomentem o ensino deste alfabeto, quer de quem dele precisa, quer de todos os outros, exactamente na mesma medida em que é útil saber linguagem gestual, mesmo quando se ouve e fala perfeitamente, para que todos possamos comunicar com todos.Um esforço que iria de encontro à “Década da Literacia para Todos: voz para todos, aprendizagem para todos”, assim catalogada pela UNESCO, para o período 2002/2013.
Paulo Soares, de Vila da Rua, é um exemplo de alguém que percebeu as vantagens de aprender braille, como forma de conseguir apreciar a vida, ingressar no mercado de trabalho e ser tratado como um igual.
Com uma visão limitada ao olho direito e, mesmo assim, só a cerca de 20 por cento, desde cedo percebeu a necessidade de aprender braille. Um professor de apoio uma vez por semana começou a instruí-lo para este alfabeto. Uma habituação que não foi nada fácil, recorda, sobretudo no que toca à leitura. “A sensibilidade nos dedos é sempre um problema”, alega. Uma situação muito pior no caso de diabéticos, que com as picadas têm ainda menos sensibilidade. “Tenho tido muitos colegas diabéticos nas formações que faço e vejo bem as dificuldades que têm em perceber palavras onde antes estavam habituados a sentir só picadas”, esclarece.
Uma dificuldade a que, no caso dos amblíopes se vem somar a tendência para “ler com os olhos, o que me valeu alguns puxões de orelhas”, lembra. No que diz respeito à escrita a habituação é geralmente bem mais rápida.Apesar de estar actualmente desempregado diz que nunca se sentiu prejudicado face aos outros. “Tenho ido a entrevistas, mas isto está mau para todos, não é só para mim por ser amblíope”, reforça. “Mas vou continuar à procura, até porque trabalhar faz bem”, reitera decidido, anunciando que desde que começou a trabalhar, como tem esforçado mais a vista, tem registado uma melhoria gradual da visão. Os médicos anunciaram já que esta situação era de esperar, alimentando-lhe a esperança de que a melhoria continue a acontecer. “Acho que as comemorações do dia mundial do braille deviam apostar mais em sensibilizar a população a nível mundial para as dificuldades com que lidamos diariamente”, conclui.
Aos vinte e oito anos apresenta-se como um apaixonado pela vida, razão pela qual tem evitado fazer uma cirurgia que poderia pôr cobro à cegueira. “Prefiro viver e ver à minha maneira, do que sujeitar-me a ficar como os outros e morrer. Vivo à minha maneira, faço o que fazem os outros e sou feliz assim”. Para ser mais feliz garante que só falta mesmo voltar ao trabalho, “um prémio ao meu esforço que não vai tardar a vir”, refere confiante.Recursos em braillePara o Paulo, o maior obstáculo à alfabetização dos cegos e amblíopes é mesmo a falta de material de estudo em braille. “No meu tempo de estudante tinha de recorrer à minha irmã para me ler os livros, para eu poder tomar as minhas notas em braille” recorda triste. Acrescentando que actualmente a situação está um bocadinho melhor.Atendendo à escassez de documentação acessível a pessoas com deficiência visual, a ACAPO conta com um Centro de Produção Documental que assegura serviços como a produção de facturas da EDP e da PT, Obras Literárias, brochuras de exposições, assim como a transcrição de documentos, documentação de apoio à formação profissional, apoio a gráficas, laboratórios, grandes superfícies comerciais, produção de etiquetas, cartonagens, calendários, etc.De referir ainda a celebração de um Protocolo entre a ACAPO, a PT Comunicações e as Páginas Amarelas, que tem como objectivo definir os termos e condições da respectiva parceria com vista à produção periódica de Listas Telefónicas em Braille, uma medida que irá consubstanciar-se em torno de 4 listas, a da Grande Lisboa, Norte, Centro, Sul e Ilhas. Estas listas serão entregues ou enviadas a um grupo composto por entidades colectivas ou individuais, residentes na área geográfica abrangida pela lista em causa. Para os que quiserem receber a lista da respectiva zona geográfica fica a indicação de que basta entrar em contacto com o Centro de Produção Braille da ACAPO.
Braille, o alfabeto dos invisuais
Braille é um sistema de leitura com o tacto para cegos inventado pelo francês Louis Braille, cego desde os três anos de idade. Com sete anos ingressou no Instituto de Cegos de Paris onde se tornou professor. Ao ouvir falar de um sistema de pontos e buracos inventado por um oficial para ler mensagens durante a noite em lugares onde seria perigoso acender a luz, L. Braille fez algumas adaptações no sistema de pontos em relevo e inventou o braille. Um método que publicou em 1829.
O sistema Braille é um alfabeto convencional cujos caracteres se indicam por pontos em relevo, os quais o deficiente visual distingue por meio do tacto. A partir dos seis pontos salientes, é possível fazer 63 combinações que podem representar letras simples e acentuadas, pontuações, algarismos, sinais algébricos e notas musicais. Um cego experiente pode ler duzentas palavras por minuto.Este método foi oficialmente adoptado na Europa e América em 1852, curiosamente o ano da morte do seu inventor.
Por: Guida Canhoto"

Universidade disponibiliza Tratado de Lisboa

"Os Serviços de Documentação da Universidade de Aveiro disponibilizam aqui o Tratado de Lisboa, assinado a 13 de Dezembro último pelos Chefes de Estado e de Governo dos 27 Estados Membros.O Tratado de Lisboa «fala essencialmente duma Europa mais democrática e transparente, mais eficiente, de valores, liberdade, solidariedade e segurança e, de um assumir de posição mais clara enquanto actor na cena mundial, com a conjugação dos instrumentos de política externa de união, tanto na adopção como na elaboração de novas políticas»."
Fonte: http://www.oln.pt/noticias.asp?id=14669&secc=1

Dia Mundial Braille: UE sem informação regular para invisuais

"Se no Dia Mundial do Braille, que se assinala hoje, um cego quiser informar-se sobre a UE encontrará milhares de documentos nos centros comunitários portugueses, mas apenas uma ínfima parte está na linguagem que ele usa para ler e escrever.
De acordo com os principais centros portugueses de informação comunitária contactados pela agência Lusa, a União Europeia não disponibiliza, de forma regular, documentos e legislação em Braille.
Os gabinetes da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu em Portugal, que no conjunto disponibilizam ao público várias centenas de documentos sobre a União Europeia, não possuem cópias da legislação disponíveis em Braille, excepto em casos pontuais e por iniciativa das próprias representações em Lisboa.
«Se houver alguma publicação em Braille será residual, até porque, se tal fosse produzido regularmente a nível central, o gabinete (do Parlamento Europeu em Portugal) iria recebê-la», adiantou uma fonte da representação portuguesa do Parlamento Europeu.
[...]
O Dia Mundial do Braille assinala o nascimento do francês Louis Braille, em 1809, cego desde criança e criador do célebre alfabeto táctil, baseado na combinação de pontos em relevo.
Diário Digital / Lusa"

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Estudo: Internet estimula jovens a visitar bibliotecas

"A Internet pode estar a despertar o interesse das pessoas por livros nos EUA, de acordo com uma pesquisa, que afirma que mais de metade dos norte-americanos foi a uma biblioteca, atraídos pelas informações a que tiveram acesso online.
Dos 53% dos inquiridos que afirmaram ter visitado uma biblioteca em 2007, os utilizadores mais frequentes tinham entre 18 e 30 anos. Segundo a pesquisa, os cibernautas são duas vezes mais propensos a visitar bibliotecas.
«O uso da Internet parece criar uma fome por informação e são as pessoas que usam muito a rede global que parecem estar mais dispostos a visitar bibliotecas», esclarece uma professora da Universidade de Illinois, co-autora do estudo, Leigh Estabrook.
Em 1996, um estudo da Benton Foundation apontava que as pessoas da faixa etária em questão considerava que as bibliotecas se tornariam menos relevantes no futuro. «Dez anos depois, os irmãos e irmãs mais novos dessas pessoas são os mais ávidos utilizadores de bibliotecas», afirma a pesquisadora. "

Centro de Arte aguarda pela "segunda pedra"

"A construção do tão desejado Centro de Arte de Ovar, afinal, ainda não começou. Apesar da primeira pedra ter sido lançada há já mais de cinco meses, a obra no terreno não avançou, tendo sido apenas entaipada a área de intervenção, mesmo ao lado da Biblioteca Municipal. Tal situação levou a que os vereadores da Oposição tivessem apresentado, recentemente, um pedido de esclarecimento à Câmara no sentido de saber o que se passa. "No passado da 25 de Julho (Dia do Município), foi lançada com pompa e circunstância a primeira pedra do Centro de Arte de Ovar, tendo sido dito na altura que, com o arranque desta empreitada, o actual Executivo municipal cumpria mais um dos objectivos estratégicos do mandato, uma vez que este equipamento iria colmatar uma lacuna da cidade e do concelho de Ovar, que é a falta de um espaço cultural condigno e a inexistência de um auditório de dimensão apropriada às necessidades do concelho", recordam os vereadores. No entanto, passados cinco meses "do 'falso' arranque da empreitada e face à completa ausência de trabalho em execução no local, pergunta-se qual a razão da 'primeira pedra' ter sido lançada no dia 25 de Julho e até à data a 'segunda pedra' ainda não foi lançada?", questionam.Segundo o presidente da Câmara, Manuel Oliveira, a resposta é simples. O autarca socialista disse que o lançamento da primeira pedra foi apenas um acto simbólico, mais para dar a conhecer o projecto de arquitectura do futuro edifício da autoria de João Rapagão, então já aprovado. O acto, sublinhou, teve todo o sentido até porque, do ponto de vista formal, o processo estava resolvido, na medida em que já tinha o visto do Tribunal de Contas e homologada a candidatura aos fundos do QREN. "Na altura, disse que a obra ainda não tinha sido consignada e não o foi porque a empresa vencedora do concurso de concepção e execução ainda não apresentou o projecto de especialidades. Quando isso acontecer, então procederemos ao acto de consignação e o prazo de execução começará a contar", rematou o autarca. O edifício terá, ao nível do rés-do-chão, uma cafetaria, um foyer, quatro salas de ensaios e o auditório. No primeiro piso, ficará uma galeria. "

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Viana inaugura a 20 de Janeiro nova biblioteca projectada por Siza

"A nova Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, desenhada por Álvaro Siza e orçada em cerca de 4,5 milhões de euros, será inaugurada no próximo dia 20 de Janeiro.Por enquanto, decorre o processo de transferência das várias colecções e arquivos que, no total, deverão rondar os 90 mil documentos. "Uma grande parte das colecções já foram transferidas, mas a documentação mais antiga está a ser alvo de um trabalho de higienização e desinfestação, que ainda demora", explicou ao DN Rui Viana, director da Biblioteca Municipal, actualmente a funcionar no edifício da Câmara.A inauguração da biblioteca marcará o início das comemorações dos 750 anos da atribuição do Foral ao município. Localizada no extremo nascente da nova Praça da Liberdade, a biblioteca é constituída por um volume elevado de cerca de 1850 metros quadrados, com um vazio central, no piso térreo, permitindo a vista sobre o rio Lima a quem se encontra a norte da estrutura obtida pela elevação do primeiro andar.O edifício contempla uma sala de trabalho, secção multimédia, vídeo e áudio, várias zonas de leitura, uma área para o Centro de Informação e Documentação Europeia e outra para auto-formação de adultos e aprendizagem à distância. Os mais novos contam também com um espaço próprio (que não colide com a área de leitura), com uma sala do conto, atelier de expressão e zonas de leitura.Quanto ao espólio, é constituído por três fundos: um de livros de consulta livre; outro de periódicos, entre os quais alguns centenários, e um outro de colecções mais antigas, este de acesso mais limitado. Em curso está já o processo de transferência dos cerca de 90 mil volumes que, a 2 de Janeiro, obrigará ao encerramento das actuais instalações.O serviço, acrescentou o director da centenária biblioteca pública de Viana do Castelo, será suspenso até ao dia 20, passando depois a funcionar já no novo edifício, na marginal do rio Lima - que oficialmente abriu portas em Setembro para acolher a reunião informal dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE. No piso superior da nova infra-estrutura ficam as três salas principais, designadamente a Sala Luís de Camões, voltada ao rio, que está apetrechada com uma mesa oval em bétula com 32,5 metros de perímetro, executada pelo marceneiro José Simões, sob projecto de Siza, e que serviu de base à reunião dos 27 ministros, a 7 e 8 de Setembro"

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Biblioteca de Alexandria vai debruçar-se sobre cultura grega

"A Biblioteca de Alexandria vai criar até finais de 2008 um Centro Alexandrino de Estudos Helénicos, que servirá como ponte de cultura no Mediterrâneo, foi hoje anunciado em Atenas"

Fonte: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=72249

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Boas festas......

O concurso de vídeos “BiblioFilmes – Livros, Bibliotecas, Acção!”

"O Concurso

No âmbito do Plano Nacional de Leitura lançado pelo Governo de Portugal, um grupo de professores, decidiu criar um concurso que pretende lançar um desafio à comunidade da Língua Portuguesa a fazer um "filme" (em vídeo ou telemóvel) a contar a sua história e provar o quanto gostam da sua biblioteca e/ou de um livro."

Há “Contrabando” na Biblioteca Pública

"A encenação de “Contrabando Original”, adaptada pela Companhia de Teatro “O Dragoeiro” a partir da obra com o mesmo nome do autor açoriano José Martins Garcia, revela-se inesperada, desconcertante, animada e irónica. Vernácula, também.
A peça, original, estreou ontem e volta hoje a “subir ao palco” às 16h00 e 21h30, no auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada.O “Açoriano Oriental” assistiu ao ensaio de um dos momentos da peça e conversou com a “contrabandista-mor”, Ana Amorim.A encenadora explicou que nesta adaptação feita por Ana Lúcia Santos, é-nos mostrada “a progressão na vida do principal personagem, Miguel Rafael, sob vários pontos de vista.”Em Monte Bravo, terra “inventada” por José Martins Garcia no Pico, ilha onde nasceu, é “onde tudo se passa, onde nada acontece, onde as pessoas estão todas paradas” e onde surge a vontade de “querer sair”.O cartaz diz que a peça é para Maiores de 16, uma indicação institucional mas, reconhece Ana Amorim, este não é, “definitivamente, um espectáculo para crianças”. Isto porque, explica, a escrita de José Martins Garcia não é “de fácil leitura e não é de fácil compreensão para uma criança”. Durante cerca de uma hora e meia, quem for à Biblioteca pode “esperar ver muito contrabando e ver uma grande loucura teatral que nós construímos juntos...”, diz.Em palco estão três divertidos jovens actores, a levar a sério.Carolina Bettencourt, de 23 anos, partiu de São Miguel para frequentar o curso de teatro, que já concluiu e ser actriz. Percebe bem o sentimento de “insularidade” que extravasa da peça.“A solidão da ilha e a solidão por não ter ilha”, comenta.Ela e Frederico Amaral, de 22 anos, conheceram-se já lá vão uns anos, ainda antes do sonho e da vontade de ser e fazer os ter levado até à Academia Contemporânea do Espectáculo, no Porto.Para Frederico, estar no “Dragoeiro” e interpretar esta peça é também tentar explicar o que “é ser açoriano e sair da ilha, o que é muito difícil de explicar... “.“E regressar”, perguntamos? “Regressar é sempre muito bom, eu por mim vivia aqui sempre, mas isso não é possível nesta profissão”, responde.Já de André Nunes, de 28 anos, nascido em terras do continente e que depois da participação na novela “Ilha dos Amores” aparenta ter sido enfeitiçado pelos Açores, quisemos saber se é assim tão difícil perceber o que é ser-se açoriano.“Parece-me que não... Já vivi junto a uma praia, numa aldeia piscatória, com ausência de oportunidades, onde existe vontade de sair e onde quem não sai fica preso aos grilhões do tempo, como diz o texto”, mas não é o mesmo que “ter oceano por todo o lado”, pondera.Francisco Amaral faz outra citação: “A vida fora da ilha não é assim tão boa, a vida fora da ilha não é assim tão má!”Para ver, rir e... Reflectir. "

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Encontro com Escritores na Moita - Manuela Gonzaga apresenta livro na Biblioteca Municipal

"A escritora Manuela Gonzaga vai estar na Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, na Moita, no dia 15 de Dezembro, pelas 15 horas, para participar na iniciativa “Encontro com Escritores” e apresentar o seu mais recente livro da colecção “O Mundo de André”, intitulado “André e o Lago do Tempo”.
Manuela Gonzaga, natural do Porto, é licenciada em História e trabalhou como jornalista em vários órgãos de comunicação social. A escritora é colaboradora regular das revistas “Vogue”, “Máxima” e “História”. Sinopse:Durante um passeio da escola ao Oceanário, André desaparece. A polícia encontra-o horas mais tarde, mas o rapaz não explica o que lhe aconteceu. Dias depois, o menino cai à cama e fica cheio de febre. Depois de curado, André espreita a Esfera Mágica, entrando num mundo hostil, um reino de metamorfoses, onde um monstruoso caranguejo o aguarda."

Na Biblioteca de Setúbal - Apresentação de livro de Crónicas

"Crónicas de um Cidadão Comum, de Augusto Martins, é apresentado na sexta-feira, às 18h00, na Biblioteca Pública Municipal de Setúbal.
O livro, refere um texto da editora, é a "autobiografia de uma pessoa perfeitamente comum que romanceia os episódios mais significativos da sua vida".O autor, natural do Torrão do Alentejo, vive em Setúbal. "

Fonte: http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=130771&mostra=2

segunda-feira, dezembro 10, 2007

BN:Compra de obras de Mário de Sá Carneiro foi «fundamental»

"A aquisição do manuscrito «Indícios de Oiro», colectânea de poemas de Mário de Sá-Carneiro, e de outros três cadernos do autor, foi «fundamental para o património bibliográfico nacional e para a cultura portuguesa», afirmou hoje Jorge Couto.
Em declarações à Agência Lusa, o director da Biblioteca Nacional (BN), que representou quinta-feira à noite o Estado no leilão da Galeria Potássio4, adquirindo as obras por um total de 33.000 euros (incluindo taxas) acrescentou que o manuscrito «passa a ser o documento mais importante do espólio do escritor» na posse da Biblioteca.
As obras - «também muito importantes para a história do Modernismo português» - vão juntar-se ao espólio de 72 documentos de Mário de Sá-Carneiro detidos pela BN, constituído por poesias, contos, escritos de juventude, cadernos escolares e cartas.
«Infelizmente, o autor destruiu muitos dos seus escritos e por isso são poucos os que restaram, daí o seu valor», sublinhou o responsável, acrescentando que foi possível recolher alguns que enviou a amigos, nomeadamente a Fernando Pessoa. Mário de Sá-Carneiro nasceu em 1890 e faleceu em 1916.
Jorge Couto referiu que o manuscrito «Indícios de Oiro» tinha um valor-base de licitação de 5.000 euros e a leiloeira previa que atingisse 7.500 euros, mas «surgiram muitos interessados em adquirir o documento, que acabou por atingir 19.000 euros», e o Estado exerceu então o seu direito de opção de compra.
O director da BN, presente no leilão, salientou que a compra do manuscrito e de outros três cadernos de Mário de Sá-Carneiro «representou um esforço muito elevado para o Ministério da Cultura, sobretudo pela inesperada elevada licitação».
Os três cadernos de Mário de Sá-Carneiro adquiridos pela BN também atingiram 8.500 euros, quando a base de licitação era de 1.500 euros e previa-se que não ultrapassassem os 2.500.
Dois dos cadernos contêm muitas notas do escritor e também as revistas Orpheu 1 e Orpheu 2. Num terceiro caderno, criado postumamente, foram reunidos recortes de jornais soltos nos quais também estão contidas algumas anotações.
Um quarto caderno de Sá-Carneiro foi arrematado por 7.200 euros (a base de licitação era de 700 euros) mas não chegou a ser adquirido pela BN, porque, justificou o director, «continha apenas recortes de jornais, sem notas manuscritas».
No leilão foi ainda arrematada por 11.000 euros uma fotografia de Fernando Pessoa aos dez anos, com uma dedicatória, oferecida pelo poeta a uma amiga.
«Os documentos essenciais foram adquiridos pela Biblioteca Nacional», concluiu o responsável, observando que não foram dados a conhecer no leilão os compradores do caderno de recortes nem da fotografia de Pessoa, pois «a licitação decorreu praticamente toda pelo telefone e pela internet».
O manuscrito «Indícios de Oiro» e os três cadernos vão receber um tratamento especial de limpeza e preservação antes de se reunirem ao restante acervo do escritor detido pela BN, e deverão estar disponíveis para consulta dentro de cerca de três meses, indicou à Lusa."

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Beja cria novo arquivo para conservar acervo com um século

"A Câmara de Beja anunciou a recuperação de um edifício na cidade para albergar o Arquivo Municipal, cujo acervo, que inclui documentos com mais de um século, está espalhado por diversas instalações da autarquia.
«O objectivo é criar um único espaço para albergar e conservar todos os documentos do Arquivo Municipal de Beja (AMB), alguns com mais de 100 anos, que actualmente estão espalhados em várias instalações da autarquia», explicou hoje à agência Lusa o vereador Francisco Caixinha.
Num investimento total de 275 mil euros, o município vai recuperar, adaptar e equipar o armazém dos antigos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento para albergar as novas inalações do AMB.
As obras, já adjudicadas e previstas durar quatro meses, deverão começar «este mês ou em Janeiro», adiantou o vereador, prevendo que o novo Arquivo Municipal comece a funcionar «em Maio ou Junho» do próximo ano.
Através do futuro AMB e pela primeira vez na história do município de Beja, frisou Francisco Caixinha, o público em geral vai poder aceder e consultar o Arquivo Fotográfico do concelho, que contém fotografias desde 1890 até à actualidade.
Além do acervo fotográfico, o AMB inclui documentos provenientes dos vários serviços da autarquia, nomeadamente do Gabinete de Apoio à Presidência, do qual a documentação mais antiga data de 1940."

Um tesouro chamado biblioteca

"O edifício da Biblioteca da Póvoa de Varzim assinalou 15 anos de existência. Na passada sexta-feira, fecharam-se as comemorações que pretenderam fazer um historial daquele espaço e perspectivar o que vai ser no futuro. Manuel Lopes foi também lembrado

A última sexta-feira foi dedicada à reflexão sobre duas décadas de existência da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, uma iniciativa organizada pela Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, no âmbito das comemorações dos 15 anos de existência do actual edifício. "20 anos de mudança e inovação nas bibliotecas públicas", "6 olhares sobre os desafios da leitura pública", foram os temas propostos e que os oradores presentes e convidados explanaram. E é bem verdade que as bibliotecas tiveram uma acção preponderante na luta contra a marginalização numa sociedade do conhecimento e da informação. A este propósito, Isabel Sousa lançou a questão "Se ler é poder, para quem e até quando?".

"Aos bibliotecários cabe fazer leitores e para isso é preciso saber ler. E o Sr. Manuel Lopes tinha todos os defeitos e todas as virtudes de um autodidacta, insuportavelmente intransigente, de um mau feitio que se transformou num modo de ser. Mas era um leitor que contagiava leitores" [...]"
Fonte: e notícia completa: Póvoa Semanário

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Cinco séculos de erotismo em exposição na capital francesa

"PARIS (AFP) — A Biblioteca Nacional da França (BNF) abre pela primeira vez as "portas do inferno", e expõe em Paris seus livros e gravuras "contrários aos bons costumes", mantidos em sigilo há mais de 150 anos.
Proibida excepcionalmente para os menores de 16 anos, a exposição "Eros em segredo" apresenta, a partir desta terça-feira e até o dia 2 de março, cinco séculos de erotismo, ilustrados com manuscritos de Sade ou de Apollinaire, com estampas obscenas e fotos pornográficas.
"O inferno" é um lugar imaginário, que corresponde a uma categoria criada em 1844 pela BNF para compilar as obras "tendenciosas".
As primeiras são do século XVI, mas é principalmente o século XVIII, conhecido também como o século da libertinagem, que alimenta as coleções.
"Eros em segredo" também apresenta manuscritos e edições originais de textos de Sade. O marquês escreveu a maior parte destes textos, como "La philosophie dans le boudoir", A Filosofia na Alcova, segundo uma tradução livre, ou "Les infortunes de la vertu" quando estava na prisão.
Com a Revolução de 1789 chegaram os panfletos de baixo calão ao serviço da política, com Maria Antonieta sendo acusada de transar com todo mundo.
A coleção também foi alimentada por muitas edições confidenciais encontradas durante batidas policiais em casas de particulares, a tal ponto que em 1844, a Biblioteca real decidiu reuní-las numa única categoria, cuja consulta é estreitamente controlada.
Entre outras curiosidades, a BNF apresenta hoje alguns guias práticos da época, entre eles o "Almanaque dos endereços das donzelas de Paris", "l'Almanach des adresses des demoiselles de Paris", com suas tarifas e suas especialidades (1791).
No século XIX, "As Flores do Mal" (Les fleurs du mal) de Charles Beaudelaire (1857), cuja publicação provocou um enorme escândalo, mas também textos de Mérimée ou Verlaine, se juntaram ao "inferno", ao lado das primeiras fotografias pornográficas.
Guillaume Apollinaire abriu o século XX com "Les 11.000 verges" (1907), e trabalhou no primeiro catálogo impresso das coleções.
Pierre Mac Orlan, Georges Bataille e Pierre Lous, cujos "Textes érotiques d'une violence incroyable" foram descobertos depois de sua morte, em 1925, também foram para o "inferno", seguidos pela misteriosa Pauline Réage ("Histoire d'O").
Em 1968, quando a BNF quis comemorar o 50º aniversário da morte de Apollinaire, muitos de seus manuscritos ainda estavam no "inferno" e dificilmente podiam ser expostos. Eles foram inicialmente desarquivados, e o "inferno" acabou fechando suas portas um ano depois."

Nasceu a Biblioteca Aberta do Ensino Superior


Alunos deficientes de sete universidades vão ter acesso à BAES. Reúne já três mil títulos em áudio, braille e digital.

A Biblioteca Aberta do Ensino Superior (BAES) teve hoje, segunda-feira,[3 Dezembro] o seu primeiro dia de vida. A apresentação da iniciativa, na Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, assinalou a data em que se comemora o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.
Após um ano de implementação do projecto, coordenado pela Universidade do Porto, a BAES está pronta a funcionar. "Partilha, colaboração e cooperação" são linhas orientadoras do projecto.
A "redução do fosso entre informação disponível e informação acessível" é um dos principais objectivos da BAES apontados por Alice Ribeiro, coordenadora do projecto. A BAES é uma infra-estrutura de pesquisa on-line que pretende melhorar o acesso à informação para estudantes do ensino superior com necessidades educativas especiais, através da leitura em formatos alternativos (áudio, braille e digital).
Sete universidades
As obras disponíveis foram escolhidas de acordo com os pedidos dos estudantes das diferentes universidades. Com um acervo de cinco anos, pertencente a cinco instituições nacionais do ensino superior, a BAES conta já com três mil títulos nos diferentes formatos, que estarão acessíveis a estudantes de sete universidades (Porto, Coimbra, Lisboa, Técnica de Lisboa, Minho, Évora, Trás-os-Montes e Alto-Douro).
De acordo com Alice Ribeiro, a biblioteca vem ainda sensibilizar a comunidade para diferentes necessidades de acesso. "Temos que encarar estas necessidades não como uma deficiência, mas como uma diferença", disse.
"Sincronia de saberes"
O projecto, que custou meio milhão de euros e foi financiado pelo POS - Conhecimento, resultou de uma "sincronia de saberes e instituições". "Informáticos, bibliotecários e técnicos dos serviços de apoio viviam de costas viradas. Foi necessário promover o diálogo interno", o que constituiu uma das grandes dificuldades, contou Alice Ribeiro.
Neste momento, todos podem aceder ao registo da informação, mas apenas os estudantes autenticados têm acesso aos textos integrais. No futuro, a BAES pretende abrir-se a novos parceiros e a novos formatos."
Fonte: JPN


Biblioteca Digital abre janela para a cultura alentejana

"A primeira Biblioteca Digital do Alentejo (BDA) vai ser apresentada a 12 de Dezembro em Évora, num projecto considerado pioneiro para a valorização, preservação e difusão do património documental histórico-cultural da região.
De acordo com os promotores, que hoje anunciaram a iniciativa, o projecto constitui o único fundo documental virtual do Alentejo, sendo a primeira biblioteca digital de expressão regional.
A Biblioteca Digital, desenvolvida pela Fundação Alentejo - Terra Mãe, através do Centro de Divulgação da História e da Sociedade do Alentejo, vai permitir o acesso, via Internet, através do portal http://www.bdalentejo.net.
O projecto prevê o acesso a diversos fundos documentais relativos à história e cultura do Alentejo.
Inicialmente, a BDA vai colocar on-line cerca de 300 obras de âmbito literário, científico, memorialístico e periodístico.
A BDA foi desenvolvida no espaço de um ano e meio, tendo a sua concretização implicado a celebração de diversos acordos de parceria entre a fundação e várias instituições. "
Fonte: Diário Digital / Lusa

Na sala dos livros brancos

Dia Internacional das Pessoas com Deficiência: 03.12.2007
"Os olhos nunca pousam no monitor dos computadores. As mãos passam com rapidez pelos teclados e, de quando em quando, fazem uma pausa para os dedos tocarem nos pontinhos brancos salientes abaixo. Branca é, aliás, a cor dos livros alinhados nas estantes das salas, todos eles sem “letras a negro”. Mesmo assim cheira a livros, a livros amarelecidos pelo tempo onde a humidade deixou as únicas marcas que contrastam com o picotado das páginas.Na Área de Leitura Especial (ALE) da Biblioteca Nacional, em Lisboa, todos os dias se trabalha para que a leitura de obras em Braille ou em formato áudio seja cada vez mais diversificada e fácil para os deficientes visuais. Inicialmente designada como “Serviço para Cegos”, a ALE existe desde Dezembro de 1969 porque ler, para muitos, é juntar as letras a negro num fundo branco mas para outros é percorrer com os dedos uma folha branca ou, simplesmente, ouvir.Isidro Rodrigues é director desta secção desde 2003, mas foi em 1968 que começou a colaborar com o serviço. Apesar da evolução tecnológica da sociedade nas últimas décadas, considera que esta está “menos desperta” para os problemas dos “outros”, “distraída pela enorme quantidade de informação que circula”.Acessos difíceisContudo, se a informação chega a todo o lado de forma cada vez mais eficaz o mesmo não se pode dizer de um deficiente visual que se dirija à ALE, já que as instalações da Biblioteca Nacional não estão preparadas para estes “inquilinos”, acusa Isidro Rodrigues. Três lances de escadas, duas portas de vidro, uma paragem na zona de segurança. Mais um lance de escadas e outras duas portas de vidro que abrem para ambos os lados e, por fim, uma discreta porta à esquerda indica o nome do serviço.Um dos problemas apontados pelo director de 65 anos é precisamente o nome do serviço que “não diz nada” e leva as pessoas a pensar que se trata de uma “área com documentos em grego, árabe ou chinês”. Espera-se que, com a nova lei orgânica para a Biblioteca Nacional, a proposta de alteração de denominação seja aceite, passando a chamar-se “Área de Leitura para Deficientes Visuais”, o que permitirá uma divulgação mais eficaz.Jerónimo Nogueira, professor de Filosofia no ensino secundário, é um dos leitores assíduos da ALE. Foi depois de ter cegado num acidente de automóvel que, durante a reabilitação na fundação Schein, lhe deram este contacto. Diz que utiliza qualquer formato, mas que “Braille é Braille e permite tirar notas”.Isidro Rodrigues, licenciado em germânicas, partilha a mesma opinião. Sente que os áudio livros são essenciais para quem não sabe ler Braille, mas que nunca são “um encontro com o escritor”. Mesmo assim, tenta que as obras que produzem “deixem uma margem para o leitor as recriar”, já que “têm tanto valor quanto mais possibilidades houver de as interpretar”.A ALE funciona como uma segunda casa. O espaço é familiar e, por isso, as bengalas brancas ficam à porta. Todos conhecem as regras e ninguém muda nenhum objecto de lugar sem avisar. É também conveniente que nenhuma porta fique entreaberta, para evitar “cabeçadas”. Falta de condiçõesDos 11 funcionários, apenas dois são normovisuais (pessoas sem deficiência visual), mas as tarefas são executadas por todos com “perfeccionismo”. Cada um sabe o que tem a fazer, mas “se for preciso faz-se de tudo um pouco”. Isidro Rodrigues diz que têm também “uma enorme ajuda por parte dos voluntários”. Contam já com mais de vinte e, uma vez mais, o problema é a falta de instalações, o que os leva a recusar mais pessoas. Os poucos computadores “da idade da pedra” são partilhados por todos e bloqueiam com frequência. O novo “software” instalado na Biblioteca Nacional não é compatível com os programas que o serviço necessita, pelo que só dispõem de uma versão provisória que se desliga de 45 em 45 minutos. O trabalho dos voluntários consiste em passar livros a computador ou em fazer leituras num estúdio de gravação para os áudio livros, disponibilizados em cassetes. Os estúdios são apenas dois e com um horário limitado, tanto pelo número de horas como por necessitarem de um deficiente visual especializado, que controle a qualidade da leitura e domine os meios técnicos. Esta parte do trabalho bem como a impressão em Braille são realizados nas “catacumbas”. Umas escadas estreitas dão acesso ao local frio e escuro. O caminho não é fácil. O chão é irregular, com buracos e o tecto parece não resistir muito mais tempo. O barulho das agulhas das impressoras a cravarem-se no papel completa a imagem fabril. É por acreditarem na importância do que fazem que continuam, garante o director.Isidro Rodrigues considera que “a leitura é muito boa para toda a gente” e, para os cegos, “fundamental”. “É uma porta para a informação. As pessoas vão na rua e lêem sempre os letreiros dos autocarros, os cartazes…e nós não, só temos o livro que nos põem à frente”. Apesar disso, defende que “o tacto é analítico, só vê o que está debaixo da ponta do dedo, enquanto que o olho é abrangente” o que “dispersa mais as pessoas”. Para o director da ALE, “a década de 50/60 foi um salto tremendo para as pessoas cegas”. Com o aparecimento de centros de reabilitação, juntamente com uma “política de formação profissional”, “foram integrados em empresas”, em especial em trabalhos como “telefonistas ou ligados à metalurgia”. Sente que, hoje, voltaram “a ser o ceguinho ou o invisual no autocarro” e se as pessoas acham os “eufemismos importantes então faça-se a vontade”, queixa-se. No entanto, admite preferir a palavra “deficiente visual”, já que é mais abrangente, podendo-se nela incluir os “cegos e amblíopes”. Para além disso, “não chamamos aos surdos inaudíveis” e, de acordo com a etimologia da palavra, “invisual é aquilo que não é visível”, ironiza com um sorriso crítico.Ruben Portinha, estudante de Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa, diz não recorrer a este tipo de serviços em bibliotecas por dificuldades de locomoção, inerentes à deficiência visual. Para o estudante de 20 anos a “informática é hoje a grande ferramenta” tendo como endereços favoritos na Internet os sites “lerparaver” e “livresco”.Enquanto luta contra a falta de apoios, a ALE vai trabalhando com os meios possíveis. Espera-se, porém, que tudo melhore e que a voz monocórdica e metálica, sempre presente, do sintetizador de voz também se humanize. Até lá vão recordando com boa disposição alguns pedidos de leitura caricatos e inesperados, como o de alguns camionistas que gostavam de ter cassetes com romances para os ajudar a passar as longas viagens."

Presidente da República inaugura Biblioteca

"O Presidente da República, Prof. Cavaco Silva, inaugura, no próximo dia 14 de Dezembro, pelas 16 horas a Biblioteca Municipal, um investimento de mais de 3,1 milhões de euros.

A ministra da Cultura também foi convidada, mas até à hora do fecho da edição ainda não tinha confirmado se estaria ou não presente.O edifício, localizado na zona escolar e desportiva, quando abrir, disponibilizará aos seus utentes um fundo documental composto por 35 000 obras, entre livros, cd’s e dvd’s. No final de 2008, aquele número deverá subir para os 50 000.O piso superior do edifício, onde se situa a sala de leitura, está destinado ao público adulto, enquanto o primeiro piso é reservado ao público infanto-juvenil. No primeiro piso localizam-se ainda o auditório, bar com esplanada e serviços administrativos. Na cave, para além de parque de estacionamento para funcionários e público, localiza-se ainda o depósito da biblioteca.Embora o quadro de pessoal seja de 26 funcionários, na abertura são apenas 18, embora por exigência do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas tenha de aumentar."